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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Há muitos cristãos com a fé morta, diz Saeed Abedini em carta aberta

Carta aberta a cristãos é desabafo inspirado pelo Espírito SantoMesmo em meio ao brutal sistema prisional iraniano, o pastor Saeed Abedini, preso desde 2012, conseguiu enviar uma carta aberta aos cristãos. Por ocasião da Páscoa, o pastor, que foi condenado a 8 anos de encarceramento por ter pregado o evangelho, decidiu compartilhar uma mensagem com os cristãos ao redor do mundo 

Ele cumpre uma sentença de prisão de oito anos, sob a acusação de ter evangelizando na república islâmica, onde isso não é permitido. 

Doente, Abedini está hospitalizado e com péssimas condições de saúde. Recentemente, foi divulgado que ele sofria espancamentos frequentes na prisão. Sem ver a esposa e filhos há quase dois anos, ele decidiu mandar uma carta onde afirmou sua crença na necessidade da humanidade de Jesus Cristo. O material chegou à imprensa neste final de semana. 

“Na véspera da Sexta-feira Santa e Páscoa eu estava orando do meu quarto de hospital pelos meus irmãos de todo o mundo”, escreveu. “O que o Espírito Santo revelou a mim em oração foi que há muitos cristãos com a fé morta nos dias de hoje.” 

Abedini continua: “Algumas vezes queremos experimentar a glória e ressurreição com Jesus sem experimentar a morte com ele. Não percebemos que, se não passarmos pelo caminho da morte com Cristo, não somos capazes de experimentar a ressurreição com Cristo.” 

Ele encoraja os cristãos a lembrarem da necessidade de se abraçarem a Cristo, pois só assim alcançarão o verdadeiro sucesso pessoal. Em vez de focarem apenas no que desejam para si mesmas, o pastor ressaltou que neste período em que se pensa no significado da Páscoa, deveriam fazer o que Deus quer deles. Lembrou ainda Mateus 16:24: “Se alguém quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” 

Finalizou com um apelo: “Vamos ressuscitar nossas crenças mortas, tendo fé que precisamos primeiro morrer para o nosso egoísmo, assim experimentaremos a cruz de Jesus. Somente então seremos capazes de experimentar a ressurreição gloriosa de Cristo.”

Abedini tem sofrido com um sério problema na região do estômago, com uma lesão que foi provocada pelos repetidos espancamentos que sofreu na prisão. 

Diversos movimentos cristãos e de luta pelos direitos humanos ao redor do mundo pedem a libertação do pastor Abedin desde que ele foi preso pela primeira vez. Aqui no Brasil o deputado Marco Feliciano tem trabalhado por isso. Mas o governo do Irã jamais deus uma resposta clara sobre a situação do pastor. 

Fonte: Mensagem Edificante Com informações de The Blaze.

Evangélicos pentecostais estão à busca de cadáveres para treinar orações e ressuscitar mortos, diz BBC


A crença em milagres tem levado alguns evangélicos à ideia de que, se praticarem com afinco, ressuscitarão mortos. E tal conceito não é exclusividade de um grupo isolado.

Para colocar sua tese em prática, os entusiastas precisam de cadáveres: “A prática leva à perfeição”, afirmou Donna Leppitt, membro da Global Awakening, uma organização liderada por seu marido e que reúne fiéis interessados em “aperfeiçoar” a capacidade de ressuscitar mortos através da oração.

A rede britânica BBC produziu uma reportagem sobre a fé em milagres, e descobriu que existem outros grupos semelhantes que acreditam que podem chegar onde a medicina não consegue: trazer a vida de volta aos mortos.

Um grupo chamado Dead Raising, liderado por Tyler Johnson, alegou ter trazido muitos mortos de volta à vida e produziu um documentário chamado “Deadraisers” (ressuscitados, em tradução livre). Johnson também é empresário do ramo de café, o que inspirou piadas por parte de jornalistas, como “levante-se e sinta o cheiro do café”.

“Estas alegações são, por quaisquer padrões, implausíveis. Mas no mundo de cura pentecostal, ninguém se preocupa com isso. Na verdade, quanto mais impossível o milagre (e eles usam o termo sem constrangimento) é melhor, porque é mais eficaz para espalhar sua mensagem”, diz o texto da reportagem da BBC, com acentuado ceticismo e tom crítico.

“Neste país, nós muitas vezes não temos acesso aos cadáveres”, diz Donna Leppitt, que é esposa do pastor Alun Leppitt, explicando o motivo de a tese ainda não ter sido comprovada.

A crítica exercida pela BBC se ancora no fato de que o pastor Alun tem sérios problemas de saúde, e sofre com colite ulcerosa desde os 20 anos. Nesse tempo, teve complicações, passou por cirurgia de grande porte, e agora está em uma lista de espera para uma ileostomia. “Ele precisa de um milagre. Mas até agora, e apesar da oração, nenhum chegou”, zomba a matéria.

Fonte: Gospel Mais

“Todos os evangélicos devem ser queimados vivos em uma fogueira”

Relato da Dra. Damares Alves (foto), assessora da Frente Parlamentar Evangélica, sobre ataque verbal de ativistas gays.

Fui agredida hoje pela tarde dentro da Câmara dos Deputados. Como resultado da agressão, foi feita uma ocorrência policial.

No Plenário 5 acontecia a votação do PNE (Plano Nacional de Educação). Durante meses trabalhei assessorando os parlamentares cristãos para que fosse retirado do texto final a obrigatoriedade do ensino da ideologia de gênero nas escolas do Brasil.

Todos conhecem minha posição sobre o tema.

Vencemos! No final da votação a família brasileira venceu! A obrigatoriedade foi retirada.

Eu estava acompanhando a votação dessa questão de fora do Plenário, que estava lotado. Eu tinha de permanecer ali por perto, caso algum deputado precisasse de minha ajuda.

No final da votação sobre gênero, fui ao Plenário, pois os deputados cristãos ainda tinham outras questões para votar. Fui orientá-los, pois é meu trabalho.
Não fiquei no Plenário mais que seis ou oito minutos. Contudo, ativistas da ideologia de gênero estavam presentes e com os ânimos alterados por terem perdido na votação. Eles me viram orientado os parlamentares cristãos. Quando tentei sair do Plenário, um deles foi em minha direção e disse: “TODOS OS EVANGÉLICOS DEVERIAM SER QUEIMADOS VIVOS EM UMA FOGUEIRA NO BRASIL.”

Havia ódio no rosto e nos olhos dele. Pedi que ele repetisse a frase, pois pensei que havia entendido errado. Ele repetiu por mais duas vezes. Quando percebi a gravidade do que ele estava proferindo, pedi que ele falasse mais alto para que mais pessoas ouvissem, pois só os que estavam muito perto ouviram. O ativista gay se acovardou e não teve coragem.

No entanto, para minha surpresa, outro ativista gay que estava do lado disse que tinha coragem e começou a gritar alto. Na verdade, esse segundo ativista berrava: “TODOS OS EVANGÉLICOS DEVEM SER QUEIMADOS VIVOS EM UMA FOGUEIRA.”

Ele também gritava ainda que os evangélicos são uma desgraça para o Brasil e que deveriam que ser exterminados. Havia muito ódio nesses ativistas gays.
Os policias legislativos viram o que aconteceu e identificaram que havia incitação ao ódio e entenderam que eu corria perigo, pois o Plenário estava lotado de ativistas homossexuais. Os policiais foram em meu socorro e em seguida fomos todos conduzidos para a delegacia da Câmara.

De meu lado estava o Pastor Davi Morgado de São Paulo. De forma semelhante, ele se sentiu agredido e foi para delegacia também como vítima.
Os agressores continuavam destilando ódio.

Foi feito um Boletim de Ocorrência e depois de meu depoimento os policias legislativos me escoltaram de volta até meu local de trabalho, pois eu ainda corria risco de ser agredida dentro da Câmara dos Deputados.

O número do Boletim de Ocorrência é 048/2014, registrado no Departamento de Policia Legislativa da Câmara dos Deputados.

Foi horrível ver e sentir tanto ódio!

Eu só estava fazendo meu trabalho de forma muito discreta e pacífica, como faço todos os dias na Câmara.

Eu, como senhora, estava em uma situação vulnerável, pois no local por onde passei dentro do Plenário eles eram maioria e todos eles estavam muito irados por terem perdido a votação.

Se os ativistas, que me pareciam ligados a algum sindicato, estivessem portando algum objeto cortante ou alguma arma, eu creio que sofreria agressão física.

Havia muito ódio e rancor.

Tudo que ouvi me incomodou de verdade. Não é a primeira vez que ouço: “Morte aos evangélicos!” Mas desta vez senti que algo tinha que ser feito.

Basta de tanto ódio contra nós no Brasil!

Não vou ficar apenas no Boletim de Ocorrência. Quero continuidade. Quero vê-los processados por crime de ódio. Quero respeito aos evangélicos.

Fonte: www.juliosevero.com

terça-feira, 22 de abril de 2014

INTELECTUALIDADE VERSUS ESPIRITUALIDADE.

Por Rev. Mauro Sergio Aiello

Onde é que a intelectualidade se relaciona com a espiritualidade? Há relação de dependência entre intelectualidade e espiritualidade? A intelectualidade é imprescindível para o desenvolvimento da espiritualidade?

Intelectualidade é a propriedade de todo aquele que povoa sua mente com conhecimentos variados, por meio da academia ou de forma autodidata. Espiritualidade é a propriedade de todo aquele que desenvolve e dilata o espírito. O cristão entende que espiritualidade é proximidade com Deus pelo relacionamento através de Jesus Cristo e pela iluminação do Espírito Santo. A questão que abordamos aqui é: até onde pode a intelectualidade auxiliar nesse processo de desenvolvimento e dilatação espiritual?

Meu questionamento se justifica já que vivemos tempos nos quais se valoriza mais os indivíduos pelos títulos que possuem. Outro dia em uma cerimônia de colação de grau, quando o Pastor teve a oportunidade de falar, ele foi apresentado como Reverendo Mestre fulano de tal. Por que não apenas Reverendo, ou mesmo, como eu prefiro, Pastor fulano de tal já que sua função é a de Capelania?

Na Bíblia encontramos homens simples, como Pedro, João, Amós, Marcos, que foram espirituais tanto quanto foram espirituais homens como Paulo, Isaías, Moisés que revelaram bom nível de intelectualidade. Paulo, por exemplo, foi considerado uma das mentes mais brilhantes da história da humanidade.

É óbvio que não advogamos a ignorância como fonte de espiritualidade, mas também não acreditamos que a intelectualidade possa nos fazer mais espirituais. A espiritualidade, para o cristão, está atrelada à santidade e não à intelectualidade. Quanto mais nos santificamos, mais espirituais nos tornamos, sejamos cultos ou incultos. Nessa minha trajetória de vida, na verdade, tenho encontrado homens que, por sua intelectualidade notória se deixaram possuir pelo orgulho e até mesmo pelo culto à personalidade que lhe prestam seus admiradores. Também encontrei pessoas com bom nível de instrução e que foram exemplos de vida piedosa por sua espiritualidade inconteste, assim como vi gente inundada no orgulho, apesar de seus parcos recursos intelectuais.

Paulo instrui os irmãos de Éfeso a que se encham do Espírito Santo (Efésios 5.18; 6.1-9) para poderem viver em todos os níveis, (esposo/esposa, filhos/pais, pais/filhos, empregadores/empregados e vice versa) de forma harmoniosa como conseqüência dessa plenitude. A vantagem nisso é que ela independe da nossa intelectualidade e, se porventura ela existir, a espiritualidade coloca o indivíduo em um nível de humildade mais do que aceitável.

Talvez fosse adequado assimilar mais conhecimentos e menos pecado, assim teríamos uma espiritualidade na qual a intelectualidade lhe seria servil. Intelectualidade sem compromisso de santidade pode desviar o foco e nos fazer deuses de nós mesmos e isso é terrivelmente letal. Espiritualidade sem intelectualidade por nos fazer simplórios e superficiais no momento da argumentação e aprofundamento no debate sobre a fé evangélica.

Concluímos esse nosso ensaio sobre o tema Intelectualidade X Espiritualidade, reafirmando o princípio de que o saber não ocupa espaço desde que a espiritualidade seja o alicerce sob o qual essa intelectualidade repouse. Não devemos julgar o livro pela capa, assim não devemos concluir espiritualidade de ninguém por conta dos títulos que possui. Teologia é instrução para o intelecto, mas se essa instrução não produzir vida piedosa ela se torna tão vã quanto a formosura que o tempo transforma em rugas.

É maravilhoso contemplar pessoas que alcançaram alto nível de intelectualidade, mas não desprezaram a conversa diária com Deus através da oração, a leitura e meditação na Palavra de Deus e o exercício da verdadeira humildade. Que Deus nos faça espirituais nos enchendo do Seu Espírito e que nossa intelectualidade não apague o mesmo.

MEU SENSO RELIGIOSO DE SER - Uma reflexão de religiosidade.


Por Pr. Levi Costa 

Quando a vida religiosa não passa de mera religiosidade, a nossa visão de mundo e de vida é visto quase sempre pela ótica religiosa. Porém, tal religião se resume à minha crença pessoal daquilo que eu mesmo admito como sendo bom e/ou mau. Portanto, é a partir dessa ótica pessoal que eu sou induzido a definir o certo e o errado em tudo o mais diante de mim.

O perigo desse estilo de religiosidade, é que ele nos leva a interpretar a Bíblia a partir de um modo pré-definido que passa pelas lentes do meu próprio senso religioso. Eu não consigo enxergar nada que não se molde ao que eu mesmo quero que assim seja. Por definição, o que eu tenho não é a Palavra de Deus, mas a minha própria convicção religiosa a qual eu denomino de "palavra de Deus". 

Daí, o que eu passo a buscar nos outros além de mim, não é fazê-los participantes da fé em Deus por meio de Cristo como revelado em Sua Palavra, ao contrário, o que eu desejo mesmo é que os outros passem a ver as coisas e viver a vida a exemplo do meu próprio modo de ser. Quando isso não acontece, não consigo vê-los como vidas sem Deus, almas carentes de salvação, mas passo a vê-los como contrários religiosos que não se enquadraram em meu senso religioso de ser. 

Para que isso continue sendo assim, passo a alimentar tal estilo de vida através das práticas que a religião exige de mim, porque o ser religioso depende do fazer para existir, ou seja, os rituais validam as minhas crenças, e me deixa satisfeito pelo senso do dever cumprido. Mas onde fica o legado da reforma, segundo a Bíblia, que diz: "O justo viverá da fé?". Essa fé não se define como crença religiosa, mas como total dependência daquele de quem a própria fé é um dom que nos foi concedido. 

Então, só assim, é que podemos entender que é pela Graça que somos salvos, e não pelo que fizemos ou deixamos de fazer, pois salvação não é uma questão de fazer para merecer, mas, implica em crer para receber, o que passa disso não é mais que religião, mera religiosidade.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mensagens antissemitas espalham medo entre judeus da Ucrânia

Judeus na Ucrânia. AP

A maior parte dos 15 mil judeus de Donetsk fala russo, mas teme Moscou

Quando Asya Kreimer entrou em sua conta no Facebook e viu o panfleto que mandava os judeus do leste da Ucrânia se registrarem, pagarem um imposto exclusivo e deixar a região, sua primeira reação foi rir.

"É que me pareceu ridículo", conta essa senhora de 56 anos, enquanto prepara um prato a base de frango, sob a orientação kosher, para a Páscoa judaica.

Nos últimos dias, vários folhetos foram distribuídos por homens mascarados nas saídas das sinagogas de Donetsk. A cidade no leste da Ucrânia está no centro do conflito entre o governo de Kiev e os separatistas pró-Rússia, que querem que a área seja anexada por Moscou, a exemplo da Crimeia.

"Nunca tivemos problemas aqui. Meus amigos ucraniamos e russos me respeitam por ser judia. Esse pedaço de papel foi ao mesmo tempo patético e repugnante", conta.

Os líderes da República Popular de Donetsk, proclamada por separatistas pró-Rússia, negam estar por trás das mensagens. Eles acusam o governo de Kiev de espalhar os folhetos para desacreditar o movimento autonomista.

Ameaças

Para boa parte dos 15 mil judeus de Donetsk, a simples distribuição dos panfletos é motivo suficiente para se preocupar.

"Isso é só mais uma demonstração das coisas horríveis que andam acontecendo aqui", diz Asya. "Não acredito que os judeus estejam sob perigo imediato, ainda que tudo isso seja parte de um plano para arrastar as pessoas ao confronto", diz.

O antissemitismo é parte da história familiar de Asya. Cinco de suas tias foram enterradas vivas durante a invasão alemã em 1941. Nos anos seguintes, boa parte de sua família foi exterminada.

Desde o fim da Segunda Guerra, a vida dos judeus locais foi de paz. Asya conta que recusou várias oportunidades de deixar a Ucrânia desde o colapso da União Soviética. Mas, há algumas semanas, ela começou a fazer um curso de alemão.

Panfletos antissemitas
Panfletos antissemitas 
apareceram em bairros judeus 
de Donetsk
"Estou pensando em ir à Alemanha. É a primeira vez na minha vida que penso em ir embora", conta. "Eu tenho medo da Rússia, não dos russos, mas do governo. Acho que o Ocidente está subestimando o perigo que Putin representa", diz.

Para o rabino Pinkhas Vyshedsky, da cidade de Donbass, "a impressão é que alguem está tratando de arrastar (os judeus) para um jogo político entre a Rússia e Ucrânia".
O rabino já pediu às forças de segurança da Ucrânia proteção especial à comunidade. Até agora, não houve resposta.

O caso dos tártaros

Os judeus não são o único grupo alvo de campanhas de ameaça e intimidação na Ucrânia desde o início da atual crise política.

Durante a anexação russa da Criméia, os tártaros, que são uma etnia da região, também passaram a ser perseguidos. Hoje os tártaros, que são uma minoria muçulmana, são poucos na sua terra natal, já que nos anos 1940 o líder soviético Joseph Stálin deportou quase toda essa população para a Ásia Central.

Nos anos 1980, muitos começaram a regressar à Crimeia. Mas no mês passado, enquanto as tropas russas ocupavam bases militares em toda a região, minorias tártaras foram amedrontadas por grupos de carecas. Eles carregavam um taco de beisebol e uma lista dos moradores tártaros, pintando uma cruz na fachada de suas casas.

"Foi exatamente isso que fez Stálin dias antes de nos colocar nos trens e nos deportar para a Ásia Central", diz Rustam Kadyrov. Sua casa, no vilarejo de Bakhchysarai, também está marcada com uma cruz.

"Não sei quem está fazendo isso, mas estão querendo nos intimidar", conta.

Medo dos russos

Em meio à crise, o presidente russo, Vladimir Putin, acusa o governo de Kiev de violar os direitos da população de fala russa na Ucrânia. Moscou diz que os nacionalistas ucranianos - particularmente o poderoso grupo Pravy Sektor (Setor da Direita) - são fascistas.

Rabino Pinkhas Vyshedsky
Rabino Pinkhas Vyshedsky: a impressão é que 
alguém está tratando de por os judeus 
entre a Rússia e Ucrânia
Desde o colapso da União Soviética, a aprovação de leis que garantam a língua e os outros direitos de grupos minoritários na Ucrânia tem fracassado.

Ainda assim, representantes das comunidades judaica e dos tártaros acreditam que uma Ucrânia mais próxima à Europa pode lhes garantir uma maior sensação de segurança, coisa que não esperam em caso de influência russa.

"Eu tenho medo é da Rússia", diz Asya Kreimer. Assim como a maioria dos judeus de Donetsk ela tem o russo como língua materna.

"Parece que acabou a vida que nós tinhamos até agora", diz. "Os panfletos são só uma pequena parte: o que importa é que a Rússia está atiçando os problemas", diz.

"De fora, parece que tudo vai bem, já que felizmente não houve muitas mortes ou muita violência. Mas a Rússia está matando nosso Estado, a nossa nação (Ucrânia)", diz.

À medida que a disputa entre Rússia e Ucrânia se aprofunda, o perigo aumenta com o vazio de poder que emerge no país. Como em qualquer outro conflito, tensões étnicas e religiosas, que estavam adormecidas há décadas, começam a aparecer.

Por isso mesmo essas minorias temem se tornar vítimas do conflito entre duas nações de cultura eslava e religião ortodoxa.

Fonte: BBC Brasil

Vídeo: Kaká abre o coração e fala de suas experiências com Deus

O jogador de futebol Kaká concedeu uma entrevista ao projeto “Net for God” (Rede para Deus), onde falou sobre sua fé e a influência religiosa entre jogadores de futebol. O meia do Milan afirmou que o testemunho é uma ferramenta única e eficaz de evangelismo:

“É importante eu estar falando, mas o mais importante é eu estar demonstrando, então todas as vezes que eu puder estar demonstrando, como ajudar o próximo, os valores da família, eu, minha esposa meus filhos, e assim as pessoas estarem vendo em mim realmente aquilo que eu falo, acho que isso é um grande segredo”.

Segundo o jogador, muitos colegas de profissão o procuram para se aconselhar com ele:

“Jogadores que estão passando algum problema em casa e pedem uma ajuda para tomar uma decisão, falam ‘me ajuda a orar’, ‘como eu tomo esta decisão’, ‘preciso decidir se vou para outro clube ou se não vou’, então, situações do dia a dia e às vezes situações muito grandes, desde problemas familiares e decisões de mudança de clubes. Então, várias vezes tive que estar trocando ideias, tá orando, fazendo um acompanhamento com alguns jogadores para que eles tomassem uma boa decisão”, contou o atleta.

Fonte: Gospel Mais

AD dos Estados Unidos prepara 5 dias de comemoração pelo centenário


AD dos Estados Unidos prepara 5 dias de comemoração pelo centenário

Pastores de diversos países estarão presentes durante a festividade que acontece entre os dias 5 e 10 de agosto.

O Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos prepara para o mês de agosto as festividades pelo centenário da denominação no país. As festas estão marcadas para acontecer entre os dias 5 e 10 de agosto no JQH Arena, na cidade de Springfielg, no Estado de Missouri, reunindo assembleianos de todas as regiões do país.

O pastor George Oliver Wood, presidente do Concílio Geral, é quem está coordenando as festividades que terá a participação de pastores assembleianos de diversos lugares do mundo, incluindo o pastor José Wellington Bezerra da Costa, que representará o Brasil.

Além dele está confirmada a participação dos pastores: David Mohan (Índia), Mark Batterson (EUA), Yong Mok Cho (Coreia do Sul), Juan Carlos Escobar (Espanha), Edward A. Grabovenko (Rússia), Lazarus Chakwera (Malawi), Barnabas Mtokambali (Tanzânia), Raegan Glugosh (Romênia), Hal Donadson (EUA), Ivan Satyavrata (Índia), John Lindell (EUA), Wilfredo De Jesús (EUA), Nam Soo Kim (EUA), Max Schlãpfer (Suécia), Jason Frenn (EUA), Rebecca Grant-Shults (EUA) e Dick Brogden (EUA, Sudão e Cairo).

As comemorações do centenário acontecem em meio a um programa de crescimento da AD nos Estados Unidos. Em 2010 a liderança definiu metas para que até 2020 se tenha 14 mil igrejas no país e mais de 4,4 milhões de fiéis.

“A grande oportunidade diante de nós é crer em Deus para o surgimento de uma nova geração de jovens que vai ouvir o chamado divino, oferecendo-se para ser treinada para cumprir esse chamado e ser orientada quanto aos lugares de responsabilidade que assumirão no Reino de Deus”, disse o pastor Wood.

Para poder expandir a igreja no país, Wood conta com um programa para desenvolvimento da liderança que deve focar no trabalho com jovens e mulheres.”Um desafio para cada pastor é desafiar os jovens de suas igrejas a buscarem a Deus para o Seu chamado em suas vidas e também incentivar aqueles jovens que se sentem chamados e vocacionados à atividade pastoral a seguirem esse chamado”, completa o líder das AD em entrevista ao jornal “Mensageiro da Paz”.

Fonte: Gospel Prime

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa ou Ceia do Senhor?


A Páscoa Judaica

A palavra páscoa no hebraico significa "passagem, ou passar por cima", dando a idéia de poupar, de proteger.

Em Êxodo 12.11-13 fala o Senhor ao povo de Israel dizendo: "Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do Senhor. E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra Egito”.

Assim, a Páscoa foi comemorada pela primeira vez quando os hebreus saíram do Egito, rumo à Terra Prometida, depois de 430 anos de escravidão. Desde a saída de Israel do Egito no ano 1445 a.C, o povo judeu celebra a páscoa todos os anos ao entardecer do dia 14 do 1º mês, que é Abibe, correspondente a Abril do nosso calendário. Sua cerimônia consistia de uma refeição sacrificial com a morte de um cordeiro de um ano, sem defeito. O sangue do animal era oferecido ao Senhor, como sacrifício. Depois de assado, a carne era comida com ervas amargas. Estas simbolizavam a amargura que os hebreus passaram no Egito. Após a instituição do culto judaico, os judeus deram à Páscoa um nome suplementar: "A Festa dos Pães Asmos" (ou ázimos), que significa: "feito sem fermento". O pão do santuário devia ser da melhor qualidade, feito de flor de farinha. O fermento representa tudo àquilo que provem do mundo, que está contaminado pelo pecado.

Deus orienta o povo a usar a celebração da Páscoa para transmitir as verdades espirituais à nova geração (Êxodo 12.26-27). Portanto, a páscoa era usada para relembrar o livramento que Deus lhes dera, compartilhar da fé no Senhor Todo-Poderoso. Deveriam celebrá-la todos os anos; era o mandamento do Senhor. Na celebração contavam aos seus filhos como Deus os havia tirado da terra do Egito com mão forte e poderosa, conduzindo-os à Terra Prometida. A nova geração dependia destes ensinamentos para conhecer ao Senhor Deus, suas maravilhas e o seu poder. A páscoa jamais deveria ser esquecida pelo povo de Deus. E isto era dever dos pais.

A Ceia Cristã

Na Nova Aliança (Dispensação da Graça), Jesus é o próprio Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Ele morreu na cruz e lá derramou o Seu sangue para nos libertar do cativeiro do pecado. A "Páscoa" dos cristãos chama-se agora Santa Ceia, ou Ceia do Senhor, que se constitui em comer pão - símbolo do corpo de Cristo - e beber suco da videira - símbolo do Seu sangue, conforme 1Coríntos 11.23-26.

A Páscoa, (Festa dos judeus), aproximava-se e Jesus desejava muito comê-la com os seus discípulos (Lc 22.15). Mas a Páscoa entre os discípulos foi totalmente diferente das páscoas anteriores. O Mestre foi o próprio elemento a ser celebrado, ele disse: "isto é o meu corpo, que é dado por vós" (l Co 11.24). Jesus morreu em nosso lugar, assim como o cordeiro, na Velha Aliança foi oferecido em lugar do primogênito para que este não morresse. O cordeiro da Velha Aliança era uma figura (tipo) de Cristo. A morte do Cordeiro de Deus - Cristo - foi durante a Páscoa, (João 18.28). São dois eventos numa mesma época, com a idéia de substituição ou duas páscoas. Mas há uma grande diferença entre as duas, se não vejamos:

A Páscoa judaica: Tem cordeiro assado e ervas amargas, símbolos da libertação e do sofrimento do Egito;

A Ceia cristã: Está simbolizada no memorial do sacrifício, ressurreição, ascensão e glorificação de Cristo, com vistas à sua Volta para resgatar os salvos do mundo.

Cristo é o Mediador de um melhor Concerto, diz-nos Hebreus 8.6. É Mediador de um Novo Testamento (Nova Aliança) (9.15). Tira o primeiro (concerto/testamento) para estabelecer o segundo (10.9). 

A principal verdade a ser ensinada hoje acerca da Páscoa, é a celebração da morte e ressurreição de Cristo, como lemos em 1 Corintios 5.7: "Cristo nossa Páscoa foi sacrificado por nós". Aos romanos o apóstolo Paulo afirma, referente a Cristo, dizendo: "o qual por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4.25). Esta é a verdadeiro mensagem da Páscoa hoje.

A Páscoa entre os povos antigos

Entre os povos antigos existe comemoração semelhante, em coincidência com a data da Páscoa. Durante a primavera, havia a festa para o renascimento da terra acompanhada de promessas de esperança, saúde e prosperidade. Por volta do ano 13 a.C, os chineses celebravam o início dessa mesma estação oferecendo ovos de pata pintados em cores fortes aos parentes e vizinhos. O mesmo hábito existia entre os reis Persa e os povos da Mesopotâmia. Os russos também têm seu ovo de Páscoa, chamado de pessankas. São ovos coloridos que se transformam em símbolo de força, fertilidade e vida. São cozidos e esvaziados por meio de dois pequenos orifícios em suas extremidades. Depois do ritual de preparação, as pessankas transformam-se em talismãs que atuam contra o mal, atraem fortuna, prosperidade e saúde. Mas, o costume de oferecê-los como presente vem dos antigos egípcios.

Já os ovos de chocolate tornaram referência da Páscoa a partir de 1828, para alavancar as vendas das primeiras indústrias do ramo. Os pais empenham-se para comprar coelhinhos e ovos recheados e gostosos. O comércio fica superlotado com pessoas que se esbarram nas compras. As crianças gostam da celebração, aguardando-a com ansiedade por causa das guloseimas e presentes que virão. Diante do exposto, podemos afirmar que coelhos, ovos de chocolate e presentes, tudo isso é bonito, gostoso e interessante, porém, nada têm a ver com a verdadeira Páscoa.

A Páscoa deve ser celebrada, divulgada e valorizada, de maneira a suplantar os festejos e consumismo da sociedade atual.

Deus espera que o seu povo leve o conhecimento da salvação efetuada por Cristo na cruz as gerações vindouras, a começar pelos próprios filhos. Deus ordena aos pais para que vivam e contem as verdades do Senhor aos seus filhos, ( Deuteronômio 6.6,7). Centenas de anos se passaram e no Salmo 78 Deus relembra aos pais sobre as suas responsabilidades para com os seus filhos, e os adverte dos prejuízos espirituais do passado, justamente pela falta de ensinamento da Lei de Deus.

Não devemos deixar que o mundo ocupe as mentes de nossos filhos (bem como a nossa) com valores fúteis, passageiros e muitos deles que não correspondem com a verdade bíblica. Devemos conduzi-los a Cristo e a uma consciência cristã equilibrada. Em 1 Coríntios 5.8 o Senhor nos orienta celebrarmos a festa da Páscoa não com fermento velho: "Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade". Lembremos que fermento na Bíblia é símbolo do erro que permeia o povo e corrompe a verdade, a retidão e a vida espiritual. Deixemos o fermento velho, que não traz benefício algum para nós e para nossas famílias, e celebremos a Páscoa como Deus quer: relembrar com a nossa família o que Jesus fez por nós. E com gratidão, levá-los a ofertar a Deus adoração e louvor, pois só Ele é digno. AMÉM!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Seria eu um pentecostal reformado, isso é possível?

PENTECOSTAL REFORMADO? SIM, É POSSÍVEL, DIZ WALTER MCALISTER, BISPO PRIMAZ DA IGREJA DE NOVA VIDA. 

Bispo Walter McAlister fala sobre o reavivamento reformado e ressurgimento das doutrinas da graça, que tem sido abraçada por muitos pentecostais brasileiros. 

Assista ao vídeo e tire suas conclusões:


MINHA OPINIÃO: 

Fiquei parado pensando por um instante ao assistir a este vídeo, pois faz alguns anos que eu venho orando e pesquisando a esse respeito. Tenho lido vários autores e assistido a muitas palestras em vídeo, fazendo uma releitura do pentecostalismo clássico e analisando o que pensam os não pentecostais (tradicionais), inclusive estes que o McAlister citou. Portanto, o que eu penso está próximo do que diz Walter McAlister nesta sua fala (não totalmente o que ele fala). Mas eu estou no processo, como se diz: "todo extremo é prejudicial", não consigo me ver como um tradicional, mas não me considero um pentecostal clássico. Um meio termo seria um pentecostal reformado? 

Se por um lado eu não posso limitar o agir de Deus, Ele é Soberano, por outro lado não posso admitir o que está acontecendo na maioria das igrejas ditas pentecostais (incluindo a minha denominação), as quais, inclusive, estão se "neopentecostalizando", há muita meninice, muita coisa da carne, do homem e não de Deus. Estes não entendem bem o que seja avivado, espiritual ou ser cheio do Espirito, para eles tudo quer dizer a mesma coisa: "movimento, movimento e movimento". Daí, os exageros e modismos. Em resumo, fiquemos com a palavra de Paulo: "Faça-se tudo decentemente e com ordem". Eu estou vivento um processo nesta questão.