Mensagem Bíblica com o Pr. Levi Costa

terça-feira, 3 de maio de 2016

Como Integrar Os Novos Convertidos

Por Pr. Levi Costa

De cada cem pessoas que aceitam a Cristo, apenas dez descem às águas batismais, e dessas, apenas três permanecem após o primeiro ano do batismo. Uma das razões principais para isso é a falta de integração do novo convertido ao seio da igreja.

Como envolver o novo convertido

A igreja não cresce com o simples ato de convidar as pessoas ou quando elas se decidem a Cristo. Este é apenas o ponto de partida para a vida cristã.  O que leva as pessoas a permanecerem na igreja é quando elas se sentem amadas e quando se relacionam e são envolvidas com outros (1 Jo 1.3; 3.18).

Se alguém aceita a Cristo, o que a igreja fará por ela durante a próxima semana? Infelizmente pouco fará, ou quase nada fará, pois são deixadas em segundo plano sem se quer dar-se conta de que estão presentes no culto.

As igrejas gastam muito tempo em atrair, pouco em envolvimento e muito pouco em integração, que gera reprodução que, por sua vez, gera crescimento (Jo 1.41,42). Alcançar novas pessoas e não velhos crentes é a tarefa da igreja. Envolvê-los, depois de atraí-los, é o primeiro passo para que permaneçam na igreja.

Estratégias de envolvimento

Fazer com que o novo crente participe de um pequeno grupo como, por exemplo, uma classe específica na Escola Dominical.

Receber visita, com hora previamente marcada. De preferência homem visitando homem, mulher visitando mulher, jovem visitando jovem ou um casal fazendo isso, ou a liderança de departamento. A igreja precisa de introdutores amáveis e educados, de preferência homem e mulher.

Após a decisão mediante o convite para aceitar a Cristo, os novos crentes deverão ser conduzidos a uma sala à parte para um breve aconselhamento espiritual tendo os seus nomes, endereços e telefones devidamente anotados observando dia e hora apropriados para visita.

Os pecadores aceitam a Cristo e, em muitos casos, são abandonados à própria sorte sem qualquer acompanhamento espiritual. O máximo que pode acontecer é recebem uma visita, isto se os endereços forem corretamente anotados.

Atitudes quanto à visita aos novos convertidos

“Adotar” um novo convertido e acompanhá-lo até que se firme na fé, é o método de maior resultado quando a igreja o leva a sério.

Algumas atitudes necessárias:


  • Ser objetivo no propósito da visita;
  • Não se demorar demasiadamente;
  • Respeitar a liberdade no lar;
  • Não discutir assuntos polêmicos, (de caráter político, ciência ou religião);
  • Incentivar a ter um momento de oração;
  • Orientar para a necessidade de ler a Bíblia;
  • Informar da programação de trabalhos da igreja seus dias e horários.
A salvação é com Jesus, o discipulado é com a igreja. O novo convertido é uma criança na fé. Ela precisa de cuidados espirituais e cuidados especiais nessa faze inicial da caminhada cristã, pois muitas são as suas dúvidas e as indagações. Abandone uma criança ou deixe-a fazer o que julgar certo e veja o resultado, não será nada bom.

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!”
(Mt 28.19,20)  

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Redes sociais, blogs e partais conservadores detonam o cerco da grande mídia esquerdista. Crescimento da liderança do deputado Jair Bolsonaro é um exemplo


Por Aluízio Amorim

Deputado Jair Bolsonaro torna-se o porta-voz do enorme contingente de eleitores conservadores que até o advento da internet e redes sociais foi represado pela grande mídia controlada pelos esbirros do movimento comunista internacional. Redes sociais, blogs e portais conservadores derrubaram a muralha vermelha.

Uma guinada conservadora nas próximas eleições municipais de outubro deste ano e nas presidenciais em 2018 tem chances reais de acontecer. Até o estouro das redes sociais essa possibilidade era remota porque institutos e pesquisa e a grande mídia formavam sozinhos a opinião pública. Com o crescimento devastador das redes sociais, sobretudo Facebook e Twitter, além de blogs e portais independentes que também têm crescido muito em audiência, a grande mídia e seus jornalistas vinculados aos partidos e grupos de pressão comunistas vêm perdendo espaço.

Em suma, a opinião pública já não é formada por aquilo que dizem os jornalistas e analistas a eles afinados oriundos da academia. Os tais cientistas sociais e sociólogos variados levam ferro nas redes sociais e são imediatamente ridicularizados. Qualquer vacilo dos ditos comunicadores é escancarado em segundos nas rede sociais e, dependendo da situação, podem viralizar.

É por causa disso que, por exemplo, o deputado Jair Bolsonaro já não é mais considerado apenas um tracinho nas pesquisas que medem tendências em relação a candidaturas à presidência da República. Bolsonaro, muito bem votado no seu Estado, o Rio de Janeiro, e parlamentar aguerrido sempre presente e defendendo de forma intransigente as teses conservadoras, contrapondo-se à ditadura do ‘pensamento politicamente correto’ propalado pelos comunistas, já se transformou num nome nacional. 
Não é à toa que o analista de pesquisas do jornal O Estado de S. Paulo, o jornalista José Roberto de Toledo, dedicou sua última coluna a uma análise do desempenho do deputado Jair Bolsonaro na corrida presidencial, valendo-se dos índices revelados pelo Ibope e DataFolha. 

Toledo, que tenta passar a impressão de que é um analista imparcial, já nas primeiras linhas de seu artigo qualifica o discurso de Bolsonaro de “radicalmente conservador”. O que dizer então do PT e seus grupelhos de agitação que queimam pneus sobre as estradas, que invadem fazendas produtivas, que promovem quebra-quebra, que infernizam a vida das pessoas, sem falar nas roubalheiras, sem falar nas mais de 300 mil ONGs que lavam dinheiro público para manter coisas como MST, black blocs e outros grupos de arruaceiros? Quem são, objetivamente, os radicais?

Seja como for, o fato é que há um contigente expressivo de eleitores conservadores em todo o território brasileiro que até hoje desovaram seus votos em favor de candidatos oposicionistas - principalmente do PSDB. Faltava opção à direita, já que o PSDB é social-democrata e, portanto, sua vertente ideológica é o “socialismo fabiano” que sempre serviu de porta de entrada para o comunismo puro e simples. 

E não precisa ser versado em filosofia política para constatar que há um contingente enorme de eleitores conservadores no Brasil. Não fosse assim, Bolsonaro estaria confinado no seu reduto eleitoral que é o Rio de Janeiro. O fato é que por onde passa Jair Bolsonaro tem platéia de bom tamanho e muito além do que se poderia supor. Já é um ator político de nível nacional ainda que estejamos longe do pleito de 2018. Deve-se acrescentar que a performance de Jair Bolsonaro torna-se muito mais eloquente pelo fato de ser perseguido pelos jornalistas de toda a grande mídia nacional. Bolsonaro só aparece na imprensa para levar paulada da vagabundagem comunista que controla as redações dos grandes veículos de mídia. 

Entretanto, o reinado desses pretensos formadores da opinião pública não é mais absoluto. Ninguém precisa mais esperar pelo jornal nas bancas. Aliás, a mídia imprensa tende a desaparecer muito mais cedo do que se imaginava, pela ação corrosiva das redes sociais, blogs e sites independentes e/ou conservadores. É praticamente a primeira vez na história do Brasil e de resto de toda a América Latina em que as teses e propostas conservadoras são debatidas e defendidas.

Os alegres rapazes e raparigas dos grandes veículos de mídia terão que disputar espaço na internet, sobretudo nas redes sociais. Foi-se o tempo que influenciavam sozinhos a opinião pública, de forma exclusiva e ‘excludente’, para usar uma terminologia tão cara à ditadura do pensamento politicamente correto. Essa situação é mais ou menos parecida com uma grande barragem que começa a romper-se de forma avassaladora e sem possibilidade de ser restabelecida. E isso é muito bom para o Brasil. Afinal, todos os maiores e mais importantes países do mundo possuem partidos e candidatos conservadores fortes e respeitados.

Fonte: Blog do Aluízio Amorim

Alguns momentos em que Janaína Paschoal desceu o relho bonito no PT


A atuação de Janaína Paschoal no Senado neste 28/4 foi espetacular. Coisa de entrar pra história.

Na Veja, vemos a compilação de alguns momentos.

“Ninguém fez nada diante do quadro dantesco de crimes a olhos nus. Se eu tivesse alguma dúvida do dolo ou do conhecimento da presidente sobre os fatos não teria apresentado a denúncia. Mas eu tenho convicção [dos crimes]”

“Pedaladas fiscais foram a maior fraude que eu já vi na vida. Faz 20 anos que advogo no crime e nunca vi nada igual”

“Foram anos de falsidade ideológica na nossa cara e ela é inocente?”

“Diante de um golpe dessa magnitude vou me omitir? Como vou dormir com isso sabendo que está cheio de gente humilde condenado por coisa pequena?”

“Quando ela sabe que não vai ter dinheiro, que ela contingencie despesas discricionárias, mas não queria parar de gastar em ano eleitoral ou no início do segundo mandato”

“Tem crimes de sobra de responsabilidade e tem crimes de sobra comuns”

“Nunca falam do Bolsa Empresário. Por que esse PSI encheu de dinheiro grandes empresários, bilionários? Fala-se que pedaladas foram feitas para pagar equalização dos juros. O governo mandou o BNDES distribuir nosso dinheiro a juros ridículos. Só que o BNDES, ao captar esse dinheiro, tinha que pagar juros elevadíssimos. Isso gerou empregou ou riqueza para o país? Pagamos para rico e bilionário ganhar dinheiro a nossas custas. Esse é o governo que se preocupa com o social”

“Enquanto tem gente assinando carta contra [o juiz] Sergio Moro, eu tenho lido as sentenças dele. No caso da Odebrecht, as contas bancárias das quais partiram as propinas pagas no âmbito do petrolão estão em Angola. Nosso dinheiro foi sob sigilo para Angola, para empresas representadas pelo ex-presidente, indissociável da atual presidente. O marqueteiro [João Santana], que está preso, foi prestar serviço em Angola, e o dinheiro da propina veio de Angola”

“Se a presidente não é alvo de inquérito devia ser”

“O dinheiro que foi mandado para as ditaduras pouco transparentes e amigas voltaram no petrolão”

“Não há civismo seletivo. Acho seletivo lutar por algumas ditaduras”

“O impeachment é um processo sério, dolorido e ninguém fica feliz de precisar pedir o impeachment de um presidente da República. Na época do Collor fui para a rua como cara pintada. Foi dolorido lá, está sendo dolorido aqui. Mas é um processo constitucional, não tem nada de exceção. É um remédio que o constituinte previu para situações em que ocorrem crimes graves”.

“Estão com uma moda aí de chamar eleições antecipadas. Não tem previsão constitucional. Isso, sim, é exceção. Não pode. Se a presidente tem que mandar uma PEC [proposta de emenda constitucional] é a prova de que não tem previsão constitucional”

Só dá para aplaudir. E teve muito, muito mais…

Fonte: lucianoayan.com

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Governo decide sonegar informações a Temer para dificultar transição




Em reunião nesta quarta-feira (27) com o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, deputados federais do PT traçaram uma estratégia de reação ao eventual governo do vice-presidente Michel Temer. A ordem do Palácio do Planalto é deixar Temer “à míngua”, sem informações sobre a gestão, e acelerar os programas em andamento pela presidente Dilma Rousseff.

Com a certeza de que a votação do impeachment no Senado, prevista para o dia 11 de maio, afastará Dilma por até 180 dias, o governo e o próprio PT já preparam os próximos passos do divórcio litigioso. Um dos participantes da reunião desta quarta-feira – que contou com a presença de 45 dos 57 deputados petistas e ocorreu na sede do PT – afirmou, ainda, que não haverá “transição” de governo, com informações sobre cada pasta. “Transição é quando há um governo eleito, com legitimidade. Não é este o caso”, argumentou o parlamentar.

Na reunião com Berzoini, houve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não se posicionou sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo. O presidente da Câmara é réu em ação autorizada pelo Supremo, acusado de desviar recursos no esquema de corrupção da Petrobras, e enfrenta processo de cassação do mandato no Conselho de Ética da Câmara.

Fonte: Veja

Deus dará fim a toda espécie de mal


Por: Pr. Levi Costa 

O estado de depravação natural do coração humano é revelado pelos acontecimentos finais do período de mil anos, o Milênio, durante o qual o homem foi exposto às melhores influências espirituais possíveis. O que ocorrerá é que Satanás incitará um espírito de descontentamento e rebelião entre as nações. Através de um Satanás recém liberto, todos os rebeldes da humanidade milenar se revelam. Essa atividade oferece a toda a criação a ilustração suprema do pecado e de suas consequências. Isso apoiará o conceito de que o castigo, de tal rebelião conta Deus, deve ser eterno, porque naturezas endurecidas não mudam. Somente por permissão divina tudo isso acontecerá, com o objetivo de eliminar o mal do universo.

Ficará revelado, também, que mil anos de prisão não altera o caráter maligno de Satanás. Ele sairá do abismo com o mesmo instinto cruel de roubar, matar e destruir (Jo 10.10a). Em consequência da rebelião de Satanás, seus seguidores serão consumidos pelo fogo que cai do céu. Ato contínuo, o próprio Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a Besta e o falso profeta (Ap 20.9,10). Veja que, depois de mil anos, a Besta e o Falso Profeta ainda se acharão no lago de fogo. Este é o lugar onde os perdidos de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. Fica evidente que o que espera os ímpios não é o aniquilamento, mas um castigo contínuo. Cabe ressaltar, que o lago de fogo jamais foi preparado para os seres humanos; ele foi destinado ao diabo e seus anjos. Este será o inferno eterno no qual serão lançados os ímpios em corpo e alma (Sl 9.17; Mt 10.28; 25.41). 

Depois que Satanás é lançado no lago de fogo, Deus começará estabelecer Seu Reino Eterno. A primeira fase é a purificação da terra (Rm 8.20-22; 2 Pe 3.10-13). A segunda fase, desse processo purificador, é o julgamento diante do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Deus vai retirar a incredulidade, a rebelião, o pecado e toda a morte. Haverá um novo Céu e uma nova Terra de perfeita santidade e paz em estado eterno. 

Com a terra purificada e os pecadores julgados, o pecado e a morte serão destruídos para sempre (1 Co 15.24-26). Deus então estabelecerá Seu Reino Eterno conforme Apocalipse 21. O Reino Eterno terá semelhança com o milênio, mas com algumas diferenças que serão próprias do perfeito e eterno estado. Haverá, então, perfeita harmonia entre o novo Céu e a nova Terra. Todos os gloriosos propósitos de Deus, ordenados desde a fundação do mundo, agora serão atingidos plenamente. 

O milênio não é simplesmente a duração do Reino, mas, o tempo necessário para aperfeiçoar o Reino na terra. O Reino continuará por toda a eternidade, o tempo deixará de existir. Jesus fez menção desta era de perfeição a qual é chamada, na versão atualizada, de “era vindoura”, e na versão corrigida, “mundo vindouro”(Lc 20.35). Assim, finda o tempo na história humana e começa “o dia eterno”(atualizada), ou “Dia da eternidade”(corrigida), (2 Pe 3.18). 

Todas as coisas terão sido restauradas a seu perfeito estado (At 3.21) e os mistérios de Deus começarão a ser conhecidos. A Igreja terá um lugar privilegiado ao lado de Cristo sendo semelhante a Ele (1 Jo 3.2), os santos servirão ao Senhor pelos séculos dos séculos (Ef 3.21; Ap 22.3-5), e todo o Universo (mundos, Hb 11.3) será abrangido pelos redimidos. O vocábulo humano é incapaz de descrever verdadeira e completamente o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (1 Co 2.9).

A rebelião dos anjos e da humanidade está finalmente subjugada, e o Rei dos reis assume a soberania a que tem total direito “... Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém” (Mt 6.13).

Estudo mostra que pensar na própria morte ajuda sua vida




Por: John-Henry Westen

Sempre foi um costume antigo dos judeus e então cristãos meditar em suas mortes como um meio de se esforçar para viver uma vida virtuosa. Esse costume está quase que morto hoje em dia, com os aconselhamentos sofisticados de que nunca devemos ficar pensando em coisas mórbidas ou negativas.


Por isso, a psicologia secular precisou ressuscitar a verdade de que meditar na própria morte é benéfico para nossa vida.

Um novo estudo que será publicado numa edição vindoura da revista Psychological Science (Ciência Psicológica) fez com que algumas pessoas pensassem acerca da morte de um modo abstrato ou de um modo específico e pessoal e constatou que as pessoas que pensavam especificamente acerca de sua própria morte tinham mais probabilidade de se preocupar com a sociedade.

A Dra. Laura E.R. Blackie, estudante da Universidade de Essex, Inglaterra, e seu orientador, Philip J. Cozzolino, recrutaram 90 pessoas no centro de uma cidade britânica. Pediu-se que alguns respondessem a perguntas gerais sobre a morte — tais como seus pensamentos e sentimentos sobre a morte e o que eles achavam que aconteceria se morressem. A outros se pediu que se imaginassem morrendo no incêndio de um apartamento e então cinco perguntas foram feitas sobre como eles achavam que lidariam com a experiência e como eles achavam que suas famílias reagiriam.

Aqueles que refletiram em suas próprias mortes pessoais tinham uma probabilidade mais significativa de se importar com a sociedade conforme foi indicado por doações de sangue.

“A morte é uma motivação muito forte”, disse Blackie. Ela disse que quando as pessoas estão cientes de que sua vida é limitada, “isso pode ser um dos melhores presentes que temos na vida, motivando-nos a abraçar a vida e abraçar metas que sejam importantes para nós”.

“Em todas as tuas obras lembra-te de teu fim, e nunca pecarás” Siraque 7.40.

Fonte: Noticias pro família

domingo, 24 de abril de 2016

Temer terá ao menos 7 sete desafios, se chegar à Presidência do país



Vice pode assumir o comando do País em maio, após o Senado define se afasta ou não Dilma.

Caso o Senado ratifique o afastamento da presidente Dilma Rousseff, na votação prevista para 11 de maio, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), terá uma série de desafios para governar. A construção de uma nova base no Congresso e o controle da inflação e do desemprego são alguns dos obstáculos que ele terá de superar.

Desde o ano passado, o vice vem trabalhando em um projeto de governo. Em outubro, ele articulou o lançamento do documento “Uma ponte para o futuro”, do PMDB. Em 19 páginas, o texto criticava a gestão de Dilma e defendia, entre outras medidas, a flexibilização do Orçamento e a criação de uma idade mínima para as aposentadorias. Nas últimas semanas, o documento vem sendo retrabalho por Temer e seus aliados.

O vice, porém, terá também de enfrentar também questões relacionadas à legitimidade de sua gestão, como um processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e um pedido de impeachment na Câmara. Confira os sete principais desafios que o vice terá caso chegue à Presidência:

1 – Desemprego e recessão

Ainda sem nomes definidos para os cargos do setor econômico do governo — ministro da Fazenda, do Planejamento e presidente do Banco Central —, Michel Temer terá a missão de reascender a confiança da população e dos investidores ao ascender à Presidência.

Em meio à crise, o trabalho do atual vice-presidente deve se concentrar em políticas para reduzir a taxa de desemprego, que atualmente afeta 9,5% da população; retomar o crescimento econômico, que deve retrair 4% somente neste ano; e reduzir a taxa de inflação, que segue acima do teto da meta pré-estabelecida pelo governo em 6,5%.

Caso assuma a presidência, Temer também terá que se dedicar para desenvolver uma proposta de ajuste fiscal e uma forma para aumentar as receitas da União, o que pode acontecer com a criação de novos impostos.

2 – Nova coalizão no Congresso

Construir uma nova coalizão no Congresso Nacional é uma tarefa fundamental para que Temer consiga, de fato, governar. A redução no número de ministérios, prevista pelo peemedebista, pode criar um efeito de “cobertor curto”, dificultando a distribuição de cargos entre possíveis aliados.

Além disso, embora o PMDB tenha as maiores bancadas da Câmara e do Senado, Temer pode ter dificuldade no trato com os senadores, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), é seu desafeto dentro do partido e pode fazer uma “oposição branda”, atrasando votações.

O apoio do PSDB também não é 100% garantido a Temer. Nesta semana, os tucanos indicaram que auxiliarão uma eventual gestão peemedebista, mas afirmaram que não desejam participar diretamente do governo, o que pode dar maior liberdade aos peessedebistas a fazerem oposição ao menos em questões pontuais.

Na Câmara, Temer tem em Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Casa, um aliado. Cunha, no entanto, permanece na berlinda, já que o Conselho de Ética da Casa analisa acusação de falta de decoro contra ele, por ter afirmado aos seus pares, durante sessão da CPI da Petrobras, que não possuía contas no exterior.

3 – Resistência da esquerda no Congresso

Além de dificuldade de conquistar o apoio dos aliados, Temer terá de enfrentar a resistência de ao menos um quarto do Congresso, formado pelo PT, pelo PCdoB e pelo PSOL. O grupo pode dificultar sobretudo a aprovação de PECs (propostas de emendas à Constituição), quando são necessários 3/5 dos votos de senadores e deputados.

4 – Falta de apoio popular

A falta de apoio popular é outro ponto que pode dificultar o governo Temer. Pesquisa Datafolha realizada com manifestantes paulistas no último domingo (17), quando a Câmara deu aval ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aponta uma rejeição ao peemedebista. No grupo contrário a Dilma, 54% dos entrevistados disseram ser favoráveis também ao afastamento de Temer. Entre os apoiadores do governo, a porcentagem de entrevistados contrários a Temer chega a 79%.

Os movimentos sociais, que em alguns momentos se mostraram rachados em relação ao apoio a Dilma, demonstram maior unidade em relação ao rechaço ao governo Temer. Alas de esquerda ligadas ao PSTU e a parte do PSOL, por exemplo, que foram às ruas para pedir a saída da presidente em um movimento “contra todos”, deve aliar-se ao MST e à CUT, que deram sustentação a Dilma e prometem protestar contra Temer. Lideranças como João Pedro Stédile, do MST, sinalizam a possibilidade de greve geral.

5 – Novas eleições

Temer deve também sofrer resistência por parte de legendas interessados em novas eleições, sobretudo a Rede e o PSB. Nesta semana, seis senadores propuseram uma PEC para antecipar o pleito presidencial para outubro. A proposta tem o apoio de outros 24 senadores de diversos partidos. Os parlamentares que se opõem à medida argumentam que ela afronta o artigo 16 da Constituição, que afirma que alterações na lei eleitoral só podem vigorar um ano após a promulgação.

6 – Pedido de impeachment, processo no TSE e investigações na Lava Jato

Temer ainda pode enfrentar um processo de impeachment semelhante ao que Dilma sofreu, já que um pedido protocolado pelo advogado Mariel Márley Marra levanta contra ele uma das acusações pelas a Câmara deu aval ao pedido contra a presidente: o de liberar, quando exercia interinamente a Presidência, créditos suplementares sem autorização do Congresso.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou, em decisão provisória, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dar andamento ao pedido. Os partidos, no entanto, ainda não indicaram os possíveis integrantes da Comissão Especial do Impeachment de Temer. Cunha recorreu da decisão e aposta que, sem as indicações necessárias, a comissão não será formada. O caso ainda deve ter novos capítulos, com a análise pelo plenário do STF.

Como vice de Dilma, Temer ainda sofre processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por supostamente ter utilizado verba desviada da Petrobras na campanha. Caso o tribunal entenda que a chapa realmente fez uso de dinheiro sujo e que o fato influenciou no resultado da eleição, ele e Dilma seriam cassados. Para escapar do processo, Temer pediu para que suas contas de campanha sejam separadas das de Dilma. O caso está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Temer também foi citado na Operação Lava Jato. Caso chegue à presidência da República, ele só poderá ser investigado por crimes cometidos durante a gestão. Ainda assim, a menção a seu nome em delações pode dificultar sua situação, sobretudo ante à opinião pública.

7 – Aprovação internacional

Embora os governos de outros países tenham mantido distância em relação ao processo de impeachment brasileiro, respeitando a soberania nacional, Temer pode ter dificuldade de reconquistar os investidores estrangeiros, já que a forma como a Câmara deu aval ao pedido de impeachment contra Dilma não foi muito bem recebido internacionalmente. O jornal norte-americano New York Times, por exemplo, chamou atenção para o fato de que apoiadores do governo Dilma classificam o impeachment como golpe; o também americano Washington Post fez menção a episódios pitorescos durante a votação; o britânico ‘The Guardian’ destacou as acusações de corrupção que pesam sobre alguns parlamentares. O quadro pode dar a entender que o país vive um momento de instabilidade, onde o investimento é arriscado.

Fonte: R7
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