Mensagem Bíblica com o Pr. Levi Costa

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Carta de um "americano" aos Brasileiros

“Caros amigos brasileiros e ‘ricaços’”,

Vocês brasileiros pagam o dobro do que os americanos pagam pela água que consomem.

Embora tenham água doce disponível, aproximadamente 25% da reserva mundial de água Doce está no Brasil.

Vocês brasileiros pagam 60% a mais nas tarifas de telefone e eletricidade. Embora 95% da produção de energia em seu país seja hidroelétrica (mais barata e não poluente).

Enquanto nós, pobres americanos, somente podemos pagar pela energia altamente poluente, produzidas por usinas termelétricas à base de carvão e petróleo e as perigosas usinas Nucleares.

E por falar em petróleo...

Vocês brasileiros pagam o dobro pela gasolina, que ainda por cima é de má qualidade, que acabam com os motores dos carros, misturas para beneficiar os usineiros de álcool. Não dá para entender, seu país é quase auto-suficiente em produção de petróleo (75% é produzido aí) e ainda assim tem preços tão elevados. Aqui nos EUA nós defendemos com unhas e dentes o preço do combustível que está estabilizado há vários anos US$ 0,30 ou seja R$ 0,90. Obs.: gasolina pura, sem mistura.

E por falar em carro...

Vocês brasileiros pagam R$ 40 mil por um carro que nós, nos EUA, pagamos R$ 20 mil. Vocês dão de presente para seu governo R$ 20 mil para gastar não se sabe com que e nem aonde, já que os serviços públicos no Brasil são um lixo perto dos serviços prestados pelo setor público nos EUA. Na Flórida, caros brasileiros, nós somos muito pobres; o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (equivalente ao ICMS no Brasil, e mais 4% de imposto federal, o que dá um total de 6%.

No Brasil vocês são muito ricos, já que afinal concordam em pagar 18% só de ICMS.
E já que falamos de impostos... 

Eu não entendo porque vocês alegam serem pobres, se, afinal, vocês não se importam em pagar, além desse absurdo ICMS, mais PIS, CONFINS, CPMF, ISS, IPTU, IR, ITR e outras dezenas de impostos, taxas e contribuições, em geral, com efeito cascata, de imposto sobre imposto, e ainda assim fazem festa em estádios de futebol e nas passarelas de Carnaval. Sinal de que não se incomodam com esse confisco maligno que o governo promove, lhes tirando quatro meses por ano de seu suado trabalho.

De acordo com estudos realizados, um brasileiro trabalha quatro meses por ano somente para pagar a carga tributária de impostos diretos e indiretos.

Segue...

Nós americanos lembramos que somos extremamente pobres, tanto que o governo isenta de pagar imposto de renda todos que ganham menos de US$ 3 mil dólares por mês (equivalente a R$ 9.300,00), enquanto aí no Brasil os assalariados devem viver muito bem, pois pagam imposto de renda todos que ganham a partir de R$ 1.200,00. Além disso, vocês têm desconto retido na fonte, ou seja, ainda antecipam o imposto para o governo, sem saber se vão ter renda até o final do ano. Aqui nos EUA nos declaramos o imposto de renda apenas no final do ano, e caso tenhamos tido renda, ai sim recolhemos o valor devido aos cofres públicos. Essa certeza nos bons resultados futuros torna o Brasil um país insuperável.

Aí no Brasil vocês pagam escolas e livros para seus filhos, porque afinal, devem nadar em dinheiro, e aqui nos EUA, nós, pobres de país americano, como não temos toda essa fortuna, mandamos nossos filhos para as excelentes escolas públicas com livros gratuitos. Vocês, ricaços do Brasil, quando tomam no banco um empréstimo pessoal, pagam POR MÊS o que nós pobres americanos pagamos POR ANO.
E por falar em pagamentos...

Caro amigo brasileiro, quando você me contou que pagou R$ 2,500.00 pelo seguro de seu carro, aí sim, eu confirmei a minha tese: vocês são podres de rico!!!!!!!! 

Nós nunca poderíamos pagar tudo isso por um simples seguro de automóvel. Por meu carro grande e luxuoso, eu pago US$ 345,00. Quando você me disse que também paga R$ 1.700,00 de IPVA pelo seu carro, não tive mais dúvidas. Nós pagamos apenas US$ 15,00 de licenciamento anual, não importando qual tipo de veiculo seja. Afinal, quem é rico e quem é pobre?

Aí no Brasil 20% da população economicamente ativa não trabalha. Aqui, não podemos nos dar ao luxo de sustentar além de 4% da população que está desempregada.

Não é mais rico quem pode sustentar mais gente que não trabalha???

Fonte: O Proponente

Carnaval, Uma Festa Pagã




O carnaval é a maior festa popular comemorada na atualidade, cuja origem encontra-se no paganismo dos povos antigos, entre eles os egípcios, babilônios e assírios.

Atualmente, carnaval é um período anual de festejos profanos, de origem variada. O carnaval se propagou por todo o mundo e, no Brasil, tornou-se o mais pujante de todos devido as nossas raízes africanas e indígenas. A sua comemoração abre nossas fronteiras a milhares de turistas de diversas nações, atraídos pelo fascínio das escolas de samba e suas mulatas. No Brasil, o carnaval tomou característica própria sendo uma festa onde reina a sensualidade nos desfiles das escolas de samba e clubes da cidade. 

O país para e o povo se entrega às paixões carnais oferecidas pelo rei Momo. O carnaval passou a ter a influência dos folclores populares oriundos dos cultos afros. O canto e o gozo de liberdade se confundem com libertinagem, que colocam em risco os valores da moralidade, desagrega a família, propaga a prostituição, o adultério e a pornografia. Aumenta o número de crimes e suicídios. E o pior de tudo: afronta o Criador. O carnaval promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral e liberalidade sexual. O carnaval permite a separação temporária de constrangimento social e religioso. Durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, suspensos. Nestes quatro dias de folia, os carnavalescos entregam-se totalmente à devassidão. Esquecem-se de si mesmos, dos parentes, dos amigos e principalmente de Deus. 

Enquanto para alguns foliões os resultados funestos do carnaval se apresentam de imediato, antes mesmo da quarta-feira de cinzas, para outros, porém, suas conseqüências tardam um pouco, mas inevitavelmente chegam! Como por exemplo, a Aids. Quantos que hoje estão doentes ou adquiriram o vírus HIV há alguns anos. E mais precisamente no carnaval, ocasião em que as pessoas não estão nem aí para a vida, para a moral, para a honra, para nada! O que querem é curtir, brincar, detonar, como dizem. Extravasar suas emoções. Ainda mais se são jovens ou adolescentes.

O diabo também vem “para roubar, matar e destruir” (Jo 10.10a). Ele rouba a dignidade humana, mata a moral e destrói a honra; e o carnaval é o momento mais oportuno para o diabo cumprir essa sua tríplice e maligna missão. Ele está sempre a favor da luxúria, indo contra o pudor. Faz de tudo para corromper os bons costumes e acorrentar o homem aos seus próprios desejos carnais. Visto com olhos puramente humanos, de fato, o carnaval encanta e engana a muitos. As pessoas parecem felizes, e essa felicidade torna-se contagiante à medida que vai se aproximando o carnaval. Tem gente tão obcecada, que chora, desmaia, briga, passa mal e até morre por conta do carnaval.

No livro de Apocalipse 18. 4 diz: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas”, e Paulo escreve aos coríntios dizendo: “Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei” (2 Co 6.17). 

O Todo-Poderoso permite que esta festa mundana ainda aconteça, porque é misericordioso e deseja que todos se salvem ao conhecerem a verdade que liberta (Jo 8.32; 1 Tm 2.4). O apóstolo Paulo ainda vaticinou que “nos últimos dias os homens seriam mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Tm 3.1-4-RA), que sejamos nós “amigos de Deus” tal como foi Abraão, pois “qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 2.23; 4.4). A escolha é pessoal, a escolha é sua!

domingo, 31 de janeiro de 2016

O individualismo e a leitura superficial das Escrituras


Duas marcas da espiritualidade evangélica contemporânea.

Por Gutierres Fernandes Siqueira

O famoso crítico literário norte-americano Harold Bloom escreveu no livro The American Religion uma ferrenha crítica aos evangélicos mais conservadores (ou fundamentalistas) encarnados na Convenção Batista do Sul. Embora sejamos evangélicos conservadores, objetos da crítica de Bloom, não é possível ignorar algumas observações pertinentes do autor. A crítica é feita à igreja americana, todavia é totalmente aplicável ao Brasil, talvez o país mais parecido com a composição religiosa do protestantismo norte-americano, especialmente em seus defeitos. Vejamos alguns pontos da análise de Bloom.

O evangélico é radicalmente individualista

A experiência pessoal de um Deus que intervém de fora para construir uma ordem adequada ao meu próprio eu é fortemente enraizada na crença evangélica. Literalmente o evangélico se enxerga como o centro do mundo físico e até do cósmico. Não é à toa que a promessa de Deus a Abraão em Gênesis 12 é lida por muitos como uma realidade para a sua própria vida. No lugar de olhar para Cristo como o cumprimento da promessa, o evangélico vê em si a concretização do sonho de Abraão e tenta transportar até mesmo a prosperidade material do antigo patriarca para os dias de hoje. Outras promessas específicas para Israel como nação, também, são individualizadas e abraçadas como próprias.

O psiquiatra cristão Dan Blazer, refletindo sobre esse ponto levantado por Bloom, escreve como o individualismo evangélico despreza o senso de comunidade tão presente nas Escrituras. Vale a pena ler essa extensa citação:

A religião americana não incentiva a vida em comunidade ou a confissão, porque o individualismo da sociedade americana direciona sua religião para a solidão interior. Os evangélicos enfatizam o Jesus ressurreto em vez do Jesus crucificado e, portanto, anteveem um eu revitalizado em vez do eu sofredor. Assim como os gnósticos dos dois primeiros séculos da era cristã buscavam conhecer seu espírito interior e uni-lo à luz divina, a salvação para o evangélico não vem através da comunidade ou da confissão congregacional, mas através de um relacionamento pessoal e íntimo com Jesus. [...] Muitos dos pacientes de quem tratei, vindos de tradições de fé evangélicas, tendem a flutuar de uma congregação a outra. Se surgem problemas no companheirismo dos membros da igreja (e eles são muito prováveis de surgir se a pessoa está sofrendo emocionalmente), a solução mais fácil é mudar-se para outra igreja, talvez até mesmo se comprometendo com um diferente (mesmo que em detalhes) conjunto de crenças. [...] Dentro de uma comunidade evangélica, alguém pode flutuar através de um mar de sutis variações na doutrina e por uma variedade de congregações cristãs. Esse fenômeno é incompreensível para meus amigos judeus quando o descrevo para eles. A fé para um judeu significa ligação à comunidade, a Israel, através de uma longa e sofrida história. A fé não pode ser separada da comunidade ou da história. Contudo, para os evangélicos problemáticos, isolar-se de alguma tradição religiosa ou da comunidade é uma experiência muito comum.

O forte individualismo evangélico proporciona cenas comuns como o culto substituído pelo show, a comunhão de pequenos grupos pela multidão em grandes auditórios, o canto congregacional pela música de espetáculo e, como diz Blazer, o trânsito religioso. A falta de senso de comunidade na espiritualidade evangélica é um problema tão sério que já é objetivo de extensos estudos na academia.

Em parte, tal crença individual que parece honrar Jesus, na verdade o despreza porque joga fora a própria ideia de Igreja. Um dos princípios da igreja é a sua catolicidade, ou seja, sua universalidade. A Igreja não é sectária, nunca toma a parte pelo todo. Nem torna o individualismo o centro do seu relacionamento. A Igreja é corpo, um conjunto de partes, sem nenhum desprezo e esmagamento das individualidades, mas também sem nenhuma pretensão de reinado de egos. A Igreja quando despreza a sua catolicidade se torna um conjunto de brigas infinitas de egos.

A crença na inerrância bíblica não reflete na qualidade de leitura do evangélico

Bloom diz que a “maior verdade podemos descobrir sobre o grito de guerra fundamentalista sobre a ‘inerrância bíblica’ é que não tem quase nada a ver com a experiência real de ler a Bíblia”. Ou seja, nem mesmo a crença tão firme que a Bíblia é a própria Palavra de Deus, sem erros, faz do evangélico um leitor atento da Bíblia. O que sobra é a superficialidade bem manifesta nos sermões de cada domingo. O livro sagrado que era símbolo de liberdade dos batistas nas guerras civis da história americana no século XVII, hoje é apenas um monumento estático para reafirmação das próprias ideias. A contradição nasce justamente em como a Bíblia é mal tratada no grupo que jura ter nela a sacralidade isenta de erros.

O crítico literário ainda cita a boa observação de Ellen M. Rosenberg. A autora diz que o mundo evangélico estrutura suas crenças com generalidades e ambiguidades. E a Bíblia, assim, torna-se um quebra galhos de autoafirmações baseadas em crenças sociais e tradicionais. No púlpito evangélico a Bíblia é muito pregada, mas pouco interpretada, é muito brandeada, mas pouco lida. O livro é lido no culto apenas como um pontapé para a mensagem que vem a partir do próprio pregador, e não do texto referido. Ou, como diz Rosenberg, a Bíblia é apenas um talismã.

O neofundamentalismo, cita Bloom, quer uma infalibilidade densamente substancial, diferente de John Gresham Machen, a quem ele chama de “mente extraordinária”, que era um homem de “fundamentos” sem desprezar as complexidades e ambiguidades da própria história e da linguagem religiosa. Bloom brinca que hoje inerrância significa “texto não lido”, ou seja, como se a Bíblia fechada falasse por si. Não há leitura, preocupação exegética, tratamento sério com o texto. O que resta é o analfabetismo funcional. 

A crítica ao individualismo não quer dizer nenhum apoio a coletivismos. Assim como o homem não é um ser isolado, o mesmo não pode ser diluído numa multidão uniforme. A fé cristã respeita a individualidade. A comunhão demanda indivíduos diferentes e complementares. Comunhão não é coletividade. 
_____

Ler tal crítica de pessoas que não pertencem à fé cristã evangélica, aliás, nem mesmo da fé cristã, mostra com as pedras ainda clamam. É possível ignorar tais observações? É claro que não. É urgente a superação do individualismo e da superficialidade na leitura e explanação da Palavra.

Fonte: Teologia Pentecostal

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A oração e a palavra, ingredientes indispensáveis para a vida do obreiro

Por Pr. Levi Costa

"Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." (Atos 6:4)

A oração na vida do obreiro 

Ao iniciar seu ministério, após o batismo no rio Jordão, o Senhor Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto e ali esteve por quarenta dias e quarenta noites em jejum e oração (Lc 4.1,2). Nas palavras do apóstolo Paulo, isso é o mesmo que “fortalecer-se no Senhor e na força do seu poder. Revestindo-se de toda a armadura de Deus para poder estar firme contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.10,11).

A oração é o combustível espiritual que nos impulsiona a caminhar; devemos sempre nos abastecer da força e do poder de Deus através da oração (Ef 6.18a). Nenhuma igreja poderá crescer e produzir fruto para a vida eterna senão cheia do Espírito e dirigida por Ele (Ef 5.18; Rm 8.14). O Espírito Santo nos guia em toda a verdade e nos revela os insondáveis mistérios de Deus (Jo 16.13; 1 Co 2.9-11).

A oração nos proporciona porta aberta à palavra para falarmos dos mistérios de Jesus Cristo como nos convém falar (Cl 4.2-4). Era costume o apóstolo Paulo pedir oração às igrejas, pois ele sabia perfeitamente a eficácia da oração no tocante a pregação da palavra. (Ef 6.18,19; 2 Ts 3.1). Paulo não somente pedia que os irmãos orassem por ele, mas ele mesmo orava constante e fervorosamente no mesmo sentido (Ef 3.14-16). 

Diante das ameaças e perseguições os irmãos da igreja primitiva oravam incessantemente ao Senhor pedindo ousadia para falar a palavra, e todos ficavam cheios do Espírito Santo, e passavam a anunciar a palavra de Deus com toda a ousadia (At 4.29-31). 

Momentos antes de ascender aos céus, Jesus fala aos seus discípulos dizendo: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...” (At 1.8a-RA). Jesus apareceu a mais de quinhentos irmãos após ressuscitar (1 Co 15.6), mas somente cerca de cento e vinte permaneceram no cenáculo em oração obedecendo à ordem do mestre (At 1.13-15), a maioria dos irmãos perdeu a bênção por negligenciar a oração. 

A palavra que transforma vidas é aquela que é transmitida do coração de Deus para o coração do homem, muitas vezes faltam homens de Deus que falem movidos (impulsionados) pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21b), mas isso só acontece quando aquele que fala tem a unção de Deus devido a sua vida de oração. 

Os apóstolos não pregavam simplesmente por pregar, nem falavam de Jesus simplesmente por falar, mas eles davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus (At 4.33). A oração era a causa principal desse poder (2 Co 10.4,5). “O reino de Deus consiste, não em palavras, mas em poder” (1 Co 4.20-RA).

A palavra na vida do obreiro

O apóstolo Paulo fez algumas recomendações a Timóteo concernente ao estudo e meditação na palavra de Deus, Dizia ele: “... aplica-te à leitura...” (1 Tm 4.13-RA). Paulo ainda advertia a Timóteo ao dizer-lhe: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). No original grego, “manejar bem” (2 Tm 3.16,17-RA), tem o sentido de: “dar o corte certo”, tal como o carpinteiro que dá o corte certeiro na madeira. 

Muitos manejam a palavra de Deus, mas poucos a manejam bem. Tais recomendações de Paulo a Timóteo objetivava levá-lo a fazer a obra de um evangelista, cumprindo bem o seu ministério (2 Tm 4.5). Timóteo só teria a ganhar fazendo assim, na verdade, todos saem ganhando (1 Tm 4.15,16b-RC). 

O obreiro deve ser um homem de muitos livros, porém, um homem de um livro só, a Bíblia, e tudo o mais que ele ler, deve ter por objetivo ajudá-lo a compreender bem e aplicá-la melhor. Precisamos ler outros tipos de livros e publicações, mas, a Bíblia, é o nosso principal livro de leitura e meditação. O conselho do grande apóstolo é:“Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21-RC). 

A razão do estudo não é para a demonstração de conhecimento, mas para saber como convém responder a cada um que nos pedir a razão da esperança que há em nós (Cl 4.6; 1 Pe 3.15).

Não sejamos como aqueles que o escritor aos hebreus chamou a atenção devido ao pouco conhecimento que tinham, pois ao invés de já serem mestres em razão do tempo, eles ainda necessitavam dos primeiros rudimentos da fé, ainda não estavam experimentados na palavra (Hb 5.12,13). 

Para sermos aplicados à leitura da palavra de Deus, precisamos ter prazer na lei do Senhor e meditar nela de dia e de noite (Sl 1.2). A exemplo dos bereanos, os quais examinavam diariamente as Escrituras (At 17.11).

Precisamos desenvolver um crescimento equilibrado, ou seja, crescimento na graça (crescimento espiritual) e no conhecimento (crescimento intelectual) (1 Pe 3.18). O próprio Senhor Jesus passou por um processo normal de crescimento em sua vida conforme podemos ler em Lucas 2.52: “E crescia Jesus em sabedoria(crescimento intelectual) e em estatura (crescimento físico) e em graça para com Deus (crescimento espiritual) e os homens (crescimento social)”. 

O escritor norte americano Howard Hendricks em seu livro “ensinando para transformar vidas” (Ed. Vida), diz: “Quem para de crescer hoje, para de ensinar amanhã”.

As verdadeiras Igrejas frias e as Igrejas realmente quentes



Por Marcos Graconato

A expressão "igreja fria" não aparece na Bíblia. O mais próximo que se chega disso está em Apocalipse 3.15-16, quando Jesus diz que a igreja de Laodicéia era morna. Isso, porém, não significava que aquela igreja fosse pouco animada, mas sim que ela era como as águas semi-térmicas (nem frias nem quentes) que chegavam à cidade. Sendo mornas, aquelas águas não serviam nem para matar a sede, nem para fins terapêuticos. Assim, o que Jesus queria dizer ao afirmar que a igreja de Laodicéia (ou o "anjo" daquela igreja) era morna, era que ela não tinha serventia alguma — não refrescava os sedentos, nem curava os feridos. Como água morna só servia para provocar o vômito (v. 16).

Poucos crentes modernos entendem isso. Então, seguindo meras intuições interpretativas, acreditam que as alusões de Jesus à temperatura da igreja de Laodicéia tinha que ver com a forma de seus cultos. A partir daí, sem base alguma, consideram morna ou fria a igreja que se apresenta da seguinte maneira:

1. As pessoas se comportam normalmente em seus cultos, sem gritar, chorar, pular ou rolar no chão.

2. O culto se concentra na exposição da Palavra e os crentes acompanham atentos e silenciosos essa exposição.

3. Os cânticos são equilibrados, sem excesso de volume e sem danças ou coreografias muitas vezes carentes de sentido.

4. As orações são feitas por uma pessoa de cada vez, de forma que todos podem ouvir as palavras de quem ora e dizer conscientemente o amém no final.

5. As emoções dos adoradores ficam dentro da normalidade, livres de arroubos frenéticos e comportamentos bizarros.

6. O ambiente em geral favorece o aprendizado, a reflexão, a auto-análise, a confissão de pecados e a adoração consciente.

Curiosamente, pessoas que se apresentam como cristãs nutrem verdadeira repugnância por tudo isso e dizem que essas seis características são próprias da igreja sem vigor espiritual, sem vida e sem calor. Para elas, essas características devem ser removidas e substituídas por outras que, segundo entendem, marcam as "igrejas quentes". Essas características são as seguintes:

1. As pessoas se comportam de forma excêntrica, gritando, chorando, grunhindo, uivando, rastejando pelo chão, dando gargalhadas e imitando gente embriagada.

2. O culto não tem exposição da Palavra. Em vez disso, o "pregador" grita jargões, profecias e frases de vitória, esguelando e gesticulando loucamente para dar autoridade e peso às palavras vazias que pronuncia.

3. O cânticos ocupam a maior parte da reunião e desembocam em confusão, danças e gritos, com os instrumentos num volume ensurdecedor que anula o raciocínio e o bem-estar, tudo com o objetivo de tornar o culto mais "animado".

4. As orações são feitas com todos falando ao mesmo tempo. A balbúrdia chega ao seu apogeu quando a massa começa a pronunciar o que acredita ser "línguas estranhas", enquanto muitos sapateiam, gesticulam, contorcem o rosto e caem no chão.

5. As emoções são vistas como a medida da espiritualidade. Assim, quanto mais emoção o adorador demonstra, mais espiritual ele é considerado. Com isso em mente, as pessoas perdem qualquer noção de compostura e adotam comportamentos que nem mesmo num hospício é possível encontrar.

6. O ambiente é absolutamente desfavorável ao aprendizado, à reflexão, à avaliação de si e ao que Paulo chamou de "culto racional" (Rm 12.1).

De acordo com a mente evangélica dominante, esse segundo modelo é o aprovado pelo Espírito Santo, enquanto o primeiro é pervertido, improdutivo e desagradável a Deus.

A esse grau de inversão chegou a "mentalidade cristã" de nosso dias — uma mentalidade sem discernimento, incapaz de aprovar as coisas excelentes (Fp 1.10), que chama o mal de bem e o bem de mal (Is 5.20) e que, pra piorar, se gaba disso tudo, considerando-se a nata da espiritualidade cristã (Ap 3.17).

Que Deus livre os seus servos fieis de todos esses desvios e desatinos e os mantenha lá no alto, sobre os belos picos nevados da verdadeira espiritualidade, bem longe das florestas barulhentas onde pulam os índios pagãos e seus feiticeiros, lá embaixo.

Fonte: Genizah

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Horrores do holocausto em fotografia


Um dos termos mais horríveis na história foi usado pela Alemanha nazista para designar os seres humanos cujas vidas foram sem importância, ou aqueles que devem ser morto imediatamente: lebensunwertes Leben, ou "vida indigna da vida". Aplicada pela primeira vez para o deficiente mental, que mais tarde os "inimigos do Estado" "racialmente inferiores", ou "desvio sexual", ou meramente internos e externos. Desde muito cedo na guerra, parte da política nazista foi para assassinar civis em massa, especialmente dirigidas aos judeus - que mais tarde na guerra tornou-se "solução final" de Hitler, o extermínio total dos judeus. Começando com esquadrões da morte Einsatzgruppen no Leste, matando cerca de 1.000 mil pessoas em numerosos massacres, mais tarde em campos de concentração onde os presos estavam ativamente negada alimentação adequada e cuidados de saúde, e terminando com a construção de campos de extermínio - instalações governamentais cujo propósito era a sistemática assassinato e eliminação de um grande número de pessoas. 

Em 1945, como avanço das tropas aliadas começaram a descobrir muitos campos, eles encontraram os resultados dessas políticas: centenas de milhares de famintos e os prisioneiros doentes bloqueado com milhares de corpos mortos. Evidência de câmaras de gás, crematórios de alto volume, milhares de valas comuns, a documentação de experimentação médica terrível, e muito mais. Os nazistas mataram mais de 10 milhões de pessoas desta forma, incluindo 6 milhões de judeus.

Aviso: Todas as imagens nesta reportagem são mostrados na íntegra, não exibido fora de conteúdo gráfico. Há muitos cadáveres. As fotografias são gráficas e gritante. Esta é a realidade do genocídio, e de uma parte importante da Segunda Guerra Mundial e a história humana.

Clique na imagem para ampliar






















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...