sexta-feira, 24 de julho de 2009

A instituição do casamento

A instituição do casamento se compõe de três aspectos específicos.


1. O aspecto divino do casamento. O casamento tem a mesma conotação que as demais coisas sagradas (Hb 13.4);

2. O aspecto legal do casamento. O casamento é mantido e garantido por lei. Os cônjuges estão submetidos a um processo legal para sua vida matrimonial (Rm 7.2,3);

3. O aspecto social do casamento. Antes de o casamento vir a depender de formalidades legais já era celebrado com o apoio das famílias dos cônjuges, pois visavam a formação de um novo lar e família na sociedade (Rt 4.9-12).

O casamento é uma instituição divina na origem e na natureza.


Quanto à origem. O casamento nasceu na mente de Deus, foi iniciativa Sua e instituído por Ele (Gn 2.18,21-25);

Quanto à natureza. É um instrumento de Deus para o estabelecimento do lar, da família e da ordem na sociedade (Sl 68.6a).

Sem as bênçãos de Deus o casamento fracassará por não poder suportar os encargos e compromissos a ele necessários (Sl 127.1; 128.1-3). O principal requisito colocado pela Bíblia concernente ao casamento é que seja realizado “no Senhor” (1Co 7.39). Casamento não é achar a pessoa certa, mas ser a pessoa certa.

Como idealizador do casamento Deus abomina o divórcio por se tratar do rompimento de uma instituição divina (Ml 2.14-16). Segundo alguns rabinos, o homem podia separar-se de sua mulher caso ele não gostasse da comida, se ela não cuidasse bem da casa, entre outras coisas insignificantes.

Se um dos cônjuges aceitar a Jesus depois de ter se casado, este não deve deixar o cônjuge não crente porque o casamento legitima a união conjugal, pois se trata de um ideal divino. Mas se o cônjuge não crente quiser deixar por si mesmo o cônjuge crente, por causa da sua fé, este não tem culpa na questão perante Deus (1Co 7. 12-16).

Podemos afirmar que “todo casamento é uma união legítima entre um homem e uma mulher”, Portanto, “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mc 10.9). Isto diz respeito ao casamento em si mesmo como uma instituição divina idealizada por Deus.

Princípios que norteiam o casamento


Há três princípios bíblicos como colunas de sustentação do casamento conforme Gêneses 2.24, que diz: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”.

1º.Deixará o homem o seu pai e a sua mãe...”. Há filhos que depois de casados dão as costas aos pais abandonando-os. Mas os vínculos matrimoniais não eliminam nossos deveres para com os nossos pais e nem alteram o nosso amor para com eles. Este deixar implica em voltar a fim de assistir, cuidar e honrar os pais (Ef 6.2,3). O casamento implica em o filho romper a dependência dos pais em três aspectos:

  • Rompendo no aspecto geográfico. No começo da vida conjugal é preciso amadurecimento do casal ao assumir responsabilidades. Isso será difícil se estiverem morando com os pais. Outra questão é a privacidade do casal nesta fase inicial do casamento;
  • Rompendo no aspecto emocional. Alguns conflitos conjugais muitas vezes expressões conflitos de família. Os antigos laços emocionais são mantidos dificultando a formação da nova família. Os pais precisam entender que os filhos são temporários e o casamento é permanente;
  • Rompendo no aspecto financeiro. Quando os pais protegem financeiramente o filho casado, a tendência é se sentirem donos do casamento do filho (ou filha). O casamento deve acontecer quando o casal tiver condições de sustento próprio. Filhos casados que vivem na dependência financeira dos pais, vivem no comodismo. Pais sensatos ensinam os filhos a irem à luta.


2º. “... e apegar-se-á à sua mulher...”. O termo apegar ou unir significa: “juntar, agarrar, atar, ligar, colar uma parte à outra”. Esse é o sentido da união conjugal. Se dependesse apenas de Deus não haveria separações de casais. O casamento foi planejado para ser uma união monogâmica, exclusiva e permanente.

3º. “... e serão ambos uma só carne”. Deus vê o casal de cônjuges como uma unidade composta, ou seja, um homem mais uma mulher no casamento são iguais a uma só carne. Os laços familiares com os pais não nos tornam uma só carne com eles. Entretanto, acerca do relacionamento marido e mulher se diz: “Uma só carne”.