sábado, 26 de junho de 2010

A Paz com Deus e a Paz de Deus

Vivendo a paz com Deus

A base de nossa paz com Deus é a justificação pela fé em Jesus Cristo. Diz a Bíblia: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5.1). Este é o ponto em que toda paz começa. O nosso relacionamento com Deus antes rompido pelo pecado é agora restaurado, mediante a justificação por Cristo outorgada (Fp 3.9; Gl 2.16). Antes de sermos salvos, por havermos nascido em pecado, o relacionamento que tínhamos com Deus se caracterizava por alienação e inimizade. Éramos objetos de sua ira, em estado de rebelião contra ele, mas pela cruz de Cristo fomos reconciliados com Deus (Cl 1.20,21).

uito embora as circunstâncias que nos cercavam possam ter-nos dado um falso senso de paz, em realidade éramos "como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo", porque, conforme disse Deus, "Para os ímpios não há paz" (Is 57.20, 21). Todavia, ao entrarmos em um relacionamento pessoal com Deus mediante a fé em Jesus Cristo, todas estas coisas mudam. Em vez de opor-se a nós, Deus agora está a nosso favor. Em vez de deixar-nos à mercê das circunstâncias, ele promete operar em todas elas para nosso bem (Rm 8.28).

A paz com Deus é, portanto, o fundamento de nossa paz interior e da paz com outras pessoas. Este fundamento não garante que os outros aspectos da paz ocorram automaticamente. Devemos buscar aquilo que conduz à paz, tanto dentro de nós como fora, na dependência do Espírito Santo, reconhecendo que o fruto da paz é dele e não nosso.

A paz abrange a graça de Deus na pessoa de Cristo. Isto possibilita a reconciliação do homem com Deus (paz com Deus), a fim de que se adquira a paz de Deus por meio desse relacionamento. Jesus, a nossa paz, é o reconciliador celestial que destruiu a inimizade e a barreira que nos separavam das promessas divinas e do próprio Deus. Não podemos ter paz interior ou paz com outras pessoas enquanto não tivermos paz com Deus através de Cristo. (Ef 2.11-19).

Vivendo a paz de Deus (pessoal)

Muito embora o cristão tenha recebido paz com Deus, há certos "perturbadores da paz" que o impedem de experimentar a paz de Deus. As adversidades mais comuns da vida muitas vezes roubam-nos a paz. Preocupamo-nos, e agitamo-nos por causa disso. É então que a paz de Deus deve dominar os sentimentos do nosso coração como árbitro que controla e dirige a situação (Cl 3.15-RA).

Concluindo Jesus a conversa com os discípulos na noite em que foi traído, ele disse: "Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16.33). Nesta garantia de paz Jesus fez duas promessas. As mesmas circunstâncias que nos privam de alegria, também nos privam de paz. O denominador comum de todas essas circunstâncias é a incerteza. Incontáveis circunstâncias continuam a provar que Jesus estava certo quando disse que no mundo teríamos aflições. Então Ele recomenda: “mas tende bom ânimo”.

Diz Efésios 1.22 (RA), que Deus "pôs todas as coisas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja"; isto é, Jesus foi nomeado cabeça sobre todas as coisas, em favor da igreja. Ele tem poder sobre todo o universo, e o exerce em nosso favor e para o nosso bem. Ele diz que nem mesmo um pardal cairá em terra sem o consentimento do Pai. Até os cabelos de nossa cabeça estão todos contados. Nenhum detalhe é pequeno demais que escape aos seus olhos (Mt 10.29-31).

Estamos realmente convencidos de que o mesmo Deus que pode manter um pardal no ar saiba qual é o nosso problema, crendo que ele pode livrar-nos das dificuldades? Ou duvidamos de que ele o fará deixando Satanás semear a dúvida em nossa mente acerca do cuidado que Deus tem por nós? (Is 3,4). Sigamos o conselho do salmista que diz: “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado. (Sl 55.22). O grande antídoto para a cura da ansiedade é ir a Deus em oração. Devemos orar a respeito de tudo. Nada é grande demais para ele resolver, e nada é pequeno demais que escape à sua atenção, (Fp 4.6-7).

Paulo orienta que devemos ir a Deus com ação de graças. Devemos dar-lhe graças por sua fidelidade, por Ele estar no controle de todas as circunstâncias de nossa vida, e por nada poder tocar-nos sem o seu consentimento. Devemos dar-lhe graças por sua sabedoria e por causa de seu amor. Podemos dar-lhe graças porque ele não permitir que sejamos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13).