segunda-feira, 12 de julho de 2010

Aspectos da providência divina

O mundo como criação pertence a Deus, bem como os homens e as demais criaturas (Sl 24.1). Tudo quanto temos vem das mãos de Deus como resultado da sua graça em nossa vida. Reconhecendo essa verdade o rei Davi louvava ao Senhor por tudo (1Cr 29.12-14).

Servimos a Deus pelo que Ele é para nós e não pelo que Ele nos dá. Jesus ensinou que Deus tem o direito de distribuir os bens terrenos como bem lhe apraz e não nos cabe questioná-lo ou sentir inveja daquele que foi contemplado (Mt 20.8-15).  

O Senhor não deixa faltar nada que seja útil e necessário à nossa vida quando buscamos obedecê-lo fazendo a sua vontade conforme a Sua palavra (Js 1.8; Sl 34.9,10). Não quer dizer que Deus nos dá tudo aquilo que queremos. Mas que Ele nos dá aquilo que realmente precisamos, basta querer e obedecer (Is 1.19).

Há pelo menos três aspectos da providência divina


A preservação. O poder preservador de Deus se manifesta através de Jesus, pelo qual todas as coisas foram criadas e subsistem e são sustentadas pela palavra do Seu poder (Cl 1.17; Hb 1.3);

A provisão. Quando Deus criou o mundo criou também as estações e proveu alimento aos homens e animais (Sl 36.6). Depois de o dilúvio ter destruído a terra Deus renovou a promessa da provisão (Gn 1.14,29,30; 8.22); Jesus asseverou que Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo, mas enfatizou que Deus cuida muito mais de nós porque valemos mais (Mt 6.26-33);

O governo. O mundo atualmente está em rebelião contra Deus e escravizado por Satanás (2Co 4.4; 1Jo 5.19). Mas isto é temporário, na ocasião própria Deus esmagará Satanás e suas hostes do mau (Ef 2.2; Rm 16.20), agora Deus está agindo segundo a Sua vontade permissiva.

Crer na providência divina leva ao contentamento

Todas as circunstâncias estão sob a providência divina (Rm 8.28). Com a visão da providência divina o apóstolo Paulo se contentava em qualquer situação pela qual viesse a passar (Fp 4.11-13). A palavra “contente” ou “contentamento” significa “suficiência”. A pessoa contente goza da suficiência divina para sustentar sua vida em meio às circunstâncias adversas (2Co 9.8). Deus permite a provação a fim de desenvolver a perseverança em nós e nos levar a depositar nossa confiança n'Ele (2Co 1.8,10). O crente tem o coração centrado em Deus e não nas posses, posição ou poder

O perigo do descontentamento

A queda de Satanás foi ocasionada pelo descontentamento em não aceitar a posição que Deus lhe ordenara na hierarquia angelical. A intenção do inimigo era ser semelhante ao altíssimo Deus (Is 14.13-15; Ez 28.14-17). A primeira tentação na história da humanidade foi o descontentamento. Deus privou Adão e Eva apenas de uma árvore do Éden e Satanás usou exatamente isso para lançar dúvidas no coração do casal acerca da bondade de Deus (Gn 3.1-6).

Se aceito o que tenho como dádiva de Deus, não ficarei achando que mereço mais, nem ansiando por maiores posses. Esta era a concepção do patriarca Jó ao receber as tristes noticias de suas perdas (Jó 1.20-22). 

Se servirmos a Deus pelo que Ele é para nós, e não pelo que Ele nos dá, nos contentaremos com o que temos e ficaremos livres da avareza e sob os cuidados do Senhor (Hb 13.5).  Jesus fez séria advertência quanto às posses ao dizer: Tende cuidado e guardai-vos (Lc 12.15 – RA).

Deus é o dono do universo e nós somos seus filhos e herdeiros

No A.T. O povo de Deus tinha as bênçãos materiais como resposta à sua obediência aos mandamentos do Senhor (Dt 28.1-13). Hoje nós temos toda sorte de Bênçãos espirituais em Cristo Jesus, (Ef 1.3).  Sem dúvida o espiritual é mais importante que o material, mas enquanto estivermos neste mundo o material se faz necessário.

É vontade de Deus que sejamos abençoados em três áreas específicas da vida, ou seja, no espiritual, no físico e no material (3Jo 1.2). Em escala de valores o espiritual é mais importante que o físico-material, mas os três têm o seu devido valor. Jesus afirmou que nos dá vida e vida com abundância (Jo 10.10).

 Deus está interessado suprir nossas necessidades nos dando condições para que tenhamos e possamos ajudar os que não têm e, a Sua obra (Sl 112.1-5).