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domingo, 29 de agosto de 2010

Os inimigos que ameaçam nos destruir


 E sucedeu que, depois disso, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e, com eles, alguns outros dos amonitas vieram à peleja contra Josafá. Então, vieram alguns que deram aviso a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi.”


(2 Crônicas 20.1,2...)

Diante da notícia da invasão de Judá, podemos ver alguns episódios no decorrer do texto bíblico de onde podemos tirar algumas lições para a nossa vida em relação às ameaças da vida, vejamos:

Uma reação natural de medo – v3

O versículo 3 inicia dizendo: “Então, Josafá temeu ...”, a versão Atualizada diz que Josafá teve medo, a Linguagem de Hoje diz que ele ficou com medo. Trata-se de uma reação natural de medo diante das ameaças. O medo como uma reação natural dos sentimentos humanos, não tem problema algum; trata-se de uma autodefesa que nos leva a ponderar e fazer as avaliações da situação para não nos precipitarmos.

Quando o medo se transforma em pavor, em pânico, perde-se o controle da situação e começamos a ser dominados por este sentimento, Isto sim, é prejudicial. Neste aspecto é que a palavra de Deus nos exorta: Não temais, tende bom ânimo”.

Dos trinta e dois mil de Gideão, o Senhor mandou que voltasse para traz os que fossem; “covardes e medrosos”, voltaram vinte e dois mil. Restaram apenas dez mil homens que não eram covardes nem medrosos (Jz 7.3).

Paulo falando aos coríntios das suas experiências na Macedônia disse: Mesmo depois de termos chegado à província da Macedônia, não descansamos nada. Em todos os lugares houve problemas, lutas com os de fora e medo no nosso coração” (Linguagem de Hoje). (2Co 7.5). Mas Paulo também podia dizer: tudo posso naquele que me fortalece”, (Fp 4.13).
Pedindo socorro ao Senhor - v4

No versículo quatro diz: E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao Senhor”. A solução para o medo é buscar o socorro do Senhor com jejum e oração como fez Josafá e todo o Judá (v3).

No Salmo 50 versículo 15 o Senhor diz: E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.” É como se o Senhor nos chamasse para um acordo, em que nós o invocamos nos momentos de dificuldades e Ele vem com o livramento para que nós o glorifiquemos mediante a vitória.

O salmista sabia a quem recorrer em busca de socorro quanto se encontrava em algum perigo ou situação difícil, ele diz: Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.” (Sl 121.1,2).

Reconhecendo a própria fraqueza – v12

No verso 12 disseram: “... em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos...”. A humildade em reconhecer nossas limitações e fraquezas diante da situação, é o primeiro passo para recebermos a ajuda de Deus.

Quando Gideão é convocado pelo Senhor para livrar Israel da mão dos midianitas ele disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.” (Jz 6.15). Mas foi justamente aí que Deus agiu, para que a glória fosse do Senhor e não de Gideão.

O apóstolo Paulo orou por três vezes seguidas pedindo ao Senhor que tirasse o tal espinho da sua carne, mas a resposta do Senhor foi: “...A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza...” Paulo entendendo esse mistério pôde então dizer: De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2Co 12.9)

O poder de Cristo habita naquele que reconhece que depende do Senhor, pois Cristo mesmo disse: “... porque sem mim nada podereis fazer.” (Jo 15.5).

Louvando ao Senhor em alta voz – v19

No verso 19 encontramos a verdadeira estratégia dessa guerra nada convencional, como lemos: “E levantaram-se os levitas, dos filhos dos coatitas e dos filhos dos coraítas, para louvarem o SENHOR, Deus de Israel, com voz muito alta.” Enquanto o inimigo ameaçava invadir Judá, os levitas louvavam ao Senhor com voz muito alta.

O caso de Paulo e Silas em Filipos é um belo exemplo no tocante ao louvor em meio à dificuldade, diz o texto bíblico: Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.” (At 16.25,26). Mesmo depois de chicoteados e lançados ao cárcere, presos ao tronco, não deixaram de louvar ao Senhor tendo como resposta a libertação pela intervenção divina.

Podemos aprender com isso que o louvor é uma alta expressão de confiança em Deus. A ameaça nos ronda, mas não deixamos de louvar ao Senhor, pois Ele é digno e merece todo o louvor. Assim diz o Senhor: Aquele que oferece sacrifício de louvor me glorificará;...” (Sl 50.23a).

Os inimigos foram desbaratados - v22

Agora no verso 22 encontramos o final dessa batalha inusitada:E, ao tempo em que começaram com júbilo e louvor, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá e foram desbaratados. Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores das montanhas de Seir, para os destruir e exterminar; e, acabando eles com os moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se.”

Ao mesmo tempo em que Judá louvava, o Senhor põe emboscada contra os inimigo e os desbarata pois passaram a lutar uns contra os outros e a se auto-destruir.

Diante do Mar Vermelho e perseguido por Faraó, o povo de Israel começa a clamar a Moisés e este responde ao povo dizendo: Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis.” (Êx 14.13,14).

Fica provado que quando confiamos no Senhor e o louvamos, Ele peleja por nós e guerreia as nossas guerras (2Cr 20.15,17; 32.7,8).

 (Salmo 46)

1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
2  Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
3  Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.
4  Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
5  Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã.
6  As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.
7  O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
8  Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações tem feito na terra!
9  Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
10 Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.
11 O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.  






Da apostila,

"BUSCANDO AO SENHOR NO SOFRIMENTO"