terça-feira, 25 de agosto de 2015

Breve História da CPAD

Assembleia geral da CGADB realizada
em 1940 na AD de Salvador (BA)
que aprovou a criação da CPAD
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O principio da Casa Publicadora se deu com o início da Redação do jornal Mensageiro da Paz, fundado em 1930 na primeira Convenção Geral das Assembléias de Deus em Natal (RN).

Em 1936 na assembléia ordinária da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), realizada na AD de Belém (PA), o missionário Nils Kastberg, na época redator do Mensageiro da Paz, explicou aos convencionais a inconveniência de haver diversas caixas para a produção da literatura assembleiana e apresentou "a proposta de reuni-las numa só caixa, formando uma espécie de Casa Publicadora". Os convencionais elaboraram então uma resolução assinalando que "o irmão Nils Kastberg fará a fusão das diversas caixas existentes (...) numa só caixa, e, se houver lucros, o destino dos mesmos será deliberado numa Convenção Geral".
As Assembléias de Deus não contavam com oficinas próprias e seus periódicos eram modestos graficamente. Em 1940 os pastores e missionários suecos se reuniram em Salvador (BA) numa assembléia geral da GADB, em caráter de urgência, para deliberar acerca das medidas que deveriam tomar em prol do jornal Mensageiro da Paz. Essas medidas foram tomadas em decorrência de um decreto presidencial publicado naquele ano e que forçou os líderes assembleianos a adiantar o seu projeto de criar a Casa Publicadora das Assembléias de Deus.

O decreto do presidente Getúlio Vargas exigia que todos os jornais do país se registrassem imediatamente no D.I.P., um organismo controlador da imprensa, e que somente entidades com personalidade jurídica poderiam possuir jornais. Para se enquadrar a essas exigências, a Convenção Geral teve que criar a Casa Publicadora.
Para atender à urgência em 1940, foi feito um estatuto simples e provisório. O registro da Casa foi feito em nome de Arquimedes Pinto de Vasconcelos, Lauro Soares, Sansão Batista, Cícero Canuto de Lima, Samuel Nystrom e Francisco Leopoldo Coelho. Os três primeiros assinaram o estatuto e o último foi nomeado gerente da CPAD (função hoje equivalente ao diretor-executivo). O registro do Estatuto foi feito em 13 de março de 1940, no Rio de Janeiro, então Capital da República.

O registro no D.I.P foi imediato. Ocorreu ainda em 1940. A recém-criada CPAD passou, então, a ser proprietária imediata do Mensageiro da Paz.

E 1946, a gráfica que imprimia o Mensageiro da Paz estava para ser desapropriada, o que levou a Convenção Geral das Assembléias de Deus a estudar o assunto durante sua reunião, realizada em Recife (PE), de 21 a 28 de outubro daquele ano. A Convenção Geral decidiu tornar-se pessoa jurídica e teve que mudar o Estatuto Social da CPAD, para colocar que a editora pertencia agora a CGADB.
Primeira CPAD
em São Cristóvão (RJ)

Na Convenção de 1946 foi aprovada a "Campanha do Milhão" em favor da Casa, para comprar uma máquina tipográfica, tendo como representantes principais o missionário N. Lawrence Olson e o presbítero Gustavo Kessler.

Na Convenção Geral em Natal (RN), realizada em novembro de 1948, ano do início da construção da primeira sede da Casa Publicadora, o missionário J. P. Kolenda divulgou que fora comprado um terreno no Rio de Janeiro, conforme definição da comissão criada em 1947 para escolher o local das instalações da CPAD. O terreno, localizado na Rua Olímpio de MeIo 581 (posteriormente, Rua São Luiz Gonzaga 1951).

Uma das medidas tomadas pela Convenção Geral de 1948 em prol da CPAD foi o estabelecimento do dia 7 de setembro de cada ano como "O dia da Casa Publicadora", ocasião em que as Assembléias de Deus de todo o país recolhiam ofertas especiais em favor da Casa. Foi essa medida que fez com que por muitos anos a CPAD pudesse se manter, apesar das muitas demandas e dificuldades que lhe foram surgindo.
Em janeiro de 1949, o Mensageiro da Paz passou a ser impresso em sua tipografia com suas próprias impressoras, montadas com o auxílio técnico do americano Andrew Hargrave. Contribuíram muito nessa parte, a missionária norte americana Elsie Strahl e o pastor Augusto Costa, que por muitos anos foi o chefe do departamento gráfico. A Redação, por sua vez, continuou funcionando no templo da AD de São Cristóvão, até transferir-se definitivamente em maio do mesmo ano.

Foram os gerentes nesse período: Francisco Leopoldo Coelho (1940-1947); Eugênio Martins Pires (1948, interino); Thales Caldas (194.8-1952); João Pereira de Andrade e Silva (1952-1957); TÚlio Barros Ferreira (1958-1960); Armando Chaves Cohen (1960-1961); e Deolando Almeida (1961-196+).
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Segunda sede em
Vicente de Carvalho (RJ)

Na gestão de Deolando Almeida, teve início a campanha para a construção de uma nova sede para a CPAD, resolução tomada em reunião dos convencionais em Recife (PE), no ano de 1962.
Na Convenção Geral, realizada na AD de Curitiba (PR), em 1964, o conselho Administrativo escolheu o pastor e empresário Altomires Sotero da Cunha para o cargo de gerente. Na gestão de Sotero Cunha, todos os esforços foram concentrados para que em 27 de setembro de 1970 as Assembléias de Deus comparecessem à inauguração da nova CPAD, na Estrada Vicente de Carvalho 1083, onde permaneceu por 22 anos.
Após Sotero Cunha, dirige a CPAD nesse período, 1977 e 1978, o pastor João Pereira de Andrade e Silva.
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Área de 16 mil m2 adquirido em 1986
onde foram construídas as intalações da
gráfica e os escritórios administratívos
e editoriais.

Na administração do então presbítero Custódio Rangel Pires (1979 a 1987) foi efetuada a compra do terreno com 16 mil metros quadrados em Bangu (Rio de Janeiro) e foi dado início a construção de três amplos galpões para o parque gráfico, expedição, almoxarifado e escritórios administrativos e de publicações.
Em 1987, pastor Horácio da Silva Júnior substituto de Custódio Rangel Pires, deu continuidade ao projeto de construção da nova sede em Bangu, parado há tempos em razão da crise econômica. Finalmente em 25 de janeiro de 1992, a Casa Publicadora foi transferida para a Avenida Brasil 34.401, Bangu.

Em 4 de março de 1993, Ronaldo Rodrigues de Souza, administrador de empresas e publisher, foi empossado diretor-executivo da CPAD. A partir desse ano até hoje, a CPAD entrou em um período sólido de prosperidade administrativa, editorial e financeira que nunca experimentara em toda a sua história.
Para atender aos países de fala hispânica e aos latinos morando nos Estados Unidos, a CPAD fundou em 1997 a Editorial Patmos, seu braço editorial internacional com sede na Flórida.

Em 14 de dezembro de 2000 foi inaugurado na mesma área em Bangu o moderno prédio administrativo e editorial da Casa.

Sede em Bangú (RJ) onde funciona a editora.
Portanto, a CPAD vem, nesses últimos anos, ampliando cada vez mais a sua missão de divulgadora da mensagem pentecostal, publicando bíblias, livros, harpas e revistas da Escola Dominical, periódicos e investindo na mídia, para melhor pregarmos o evangelho de Cristo.



Prédio administrativo inaugurado em 2000

Isael de Araujo
do livro Dicionário do Movimento Pentecostal (CPAD)