segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Ide e Pregai, Ide e Ensinai

Por: Pr. Levi Costa 

Se eu tivesse um ministério de curas, milagres e prosperidade material e não tivesse o ministério da Palavra, com certeza eu seria um obreiro frustrado com um ministério incompleto do ponto de vista do Reino de Deus. 

O ensino e a pregação da palavra é a regra na execução da obra do Reino de Deus, pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, as demais coisas são a consequência disso, coisas estas operadas diretamente pelo próprio Deus, e não promovida pelo homem, como vemos em Marcos 16.15,20 que diz:

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura... E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém."

Lembrando que a Grande Comissão não se refere apenas ao ato de pregar o Evangelho de salvação, mas também de ensinar a Palavra para a devida formação de discípulos de Cristo, conforme as palavras do Mestre em Mateus 28.19,20 quando disse Ele: 

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."

Conforme Mateus 4.23, o próprio Senhor Jesus seguia a seguinte ordem de prioridades em Seu ministério terreno: 

- Ele ENSINAVA a Palavra;
- Ele PREGAVA o Evangelho;
- Ele CURAVA os enfermos. 

Quando Jesus saciou a fome do povo ao multiplicar pães e peixes, por causa desse milagre o povo já não queria deixar Jesus um só momento e quiseram fazê-lo rei, posto que, quem não quer um rei que não deixaria faltar pão e peixe a seus súditos? Jesus porém, sabendo disso, retirou-se do local sozinho e os deixou (Jo 6.11-15). 

O povo ficou inquieto com a ausência de Jesus e foram procurá-lo até encontrá-lo, mas Jesus sabendo dos seus intentos os repreendeu e os corrigiu quanto ao verdadeiro motivos pelos quais deveriam procurá-lo, segui-lo, pois visavam apenas os benefícios terrenos no suprir de suas necessidades imediatas (Jo 6.24-27).

Nas palavras do apóstolo Paulo ele diz: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." (1 Co 15.19).

Usando o exemplo do Mestre, a regra para a igreja continua sendo a mesma em toda a sua trajetória na Terra, ou seja: ENSINAR, PREGAR e CURAR. 

Antes da cura do corpo é fundamental a cura da alma. Usando como exemplo a saudação de João a Gaio, ele diz em sua 3ª epístola versos 1 e 2:

"O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.

Podemos entender melhor as palavra de João se lermos o texto do fim para o começo, que seria: Assim como bem vai a tua ALMA, que tenhas SAÚDE e que te vá bem EM TODAS AS COISAS. Ou seja, a razão de ir bem em todas as coisa e ter saúde é o fato de ESTAR BEM NA ALMA/ESPÍRITO. 

A prosperidade real é a quela que acontece de dentro para fora, a partir da alma/espírito que se manifestar no corpo/físico e nas demais coisas da vida pessoal e material. 

Quando pregando o Evangelho, a mensagem deve trazer em si uma palavra de ensino para que haja a devida compreensão por parte do ouvinte para levá-lo à fé em Cristo. Para tanto, se faz necessário alguns aspectos do Evangelho de Jesus Cristo, são eles:

1 - ASPECTO HISTÓRICO: Quando anunciamos o porquê que Jesus veio ao mundo - (Lc 19.10; Jo 3.16,17);

2 - ASPECTO TEOLÓGICO: Quando declaramos a razão da morte e ressurreição de Cristo - (Rm 4.25; 1 Co 15.3,4);

3 - ASPECTO ESCATOLÓGICO: Quando afirmamos que Jesus virá outra vez - (Jo 14.1-3; 1 Ts 4.16,17).

Paulo admoesta a Timóteo quanto ao bom manejo da palavra (2 Tm 2.15). Muitos manejam a palavra, mas poucos a manejam bem (2 Tm 3.16,17). O propósito de Paulo com Timóteo era levá-lo a fazer a obra de um evangelista, cumprindo bem o seu ministério (2 Tm 4.5). 

O escritor aos hebreus chama a atenção de seus leitores que devendo já serem mestres em razão do tempo, eles ainda necessitavam dos primeiros rudimentos da fé, ainda não estavam experimentados na palavra (Hb 5.12,13). Diferente dos irmãos bereanos, pois estes examinavam diariamente as Escrituras (At 17.11). 

A razão do estudo não é para a demonstração de conhecimento, mas para sabermos como convém responder a cada um que nos pedir a razão da esperança que há em nós (Cl 4.6; 1 Pe 3.15), essa é a razão da pregação do evangelho.

Portanto, a Igreja é a agência do Reino dos céus incumbida de estender os limites desse Reino em toda a Terra. Mas, isso só acontecerá se os embaixadores do reino acatarem a expressa ordem do Rei: “Ide e Pregai, ide e ensinai”.