terça-feira, 8 de setembro de 2015

Não Tenho Culpa pela Tragédia do Menino Sírio



migrant-child-dead-beach-turkey

Por: Braulia Ribeiro

A cosmovisão esquerdista não ensina as pessoas a pensarem, mas apenas a se emocionarem. Me desculpe aqui a afirmação, que imagino vai ofender aos poucos leitores que me restaram. Mas se você discorda me prove o equívoco. Argumente. Use a inteligência e não apenas generalizações metonímicas emocionadas.

Me cansei da exploração da imagem do menino morto nas águas. Esta imagem foi explorada para defender todo tipo de non-sense e estupidez. Pastores revoltados, espécie oriunda do anti-establishment religioso, defendendo seu anti-cristianismo. Anti-ocidentais idiotizados batendo na Europa, que consideram todo-poderosa, exigindo que as portas se abram para centenas de milhares de imigrantes sem considerar as consequências em curto e longo prazo para o futuro do continente.

Vamos traçar um paralelo aqui. O Brasil é cheio de moradores de rua. Podemos considerar o fato uma tragédia e até calamidade pública. Dezenas de milhares de pessoas moram nas ruas das grandes cidades do país, debaixo de frio, chuva sol. Imagine se houvesse uma campanha dê um quarto, ou a sala, ou a sua varanda aos moradores de rua. Você teria que aceita-los como são, com seus hábitos de higiene particular, muitos deles viciados em drogas, e em pequenos crimes. Abrigue-os! Abra as portas do seu lar com filhos pequenos para um grupo de pelo menos quatro moradores de rua!

Você teria obrigação moral de fazê-lo? Não é possível se encontrar na Bíblia uma defesa para o “não” numa circunstância assim?

Escrevi para o número atual da revista Ultimato uma defesa do conceito “pátria”. Apesar de não enfatizarmos a legitimidade desta ideia porque compramos a balela do multi-nacionalismo como sendo virtude e a pátria como um mal em si mesmo. Não é isto que a Bíblia nos ensina. A Bíblia defende o poder embaixo, ou seja o mais perto do povo possível. Para isto a pátria tem que ser organizada e definida nos termos da população que tem. Assim como no lar, onde o pai, a mãe e os filhos criam a cultura que a família compartilha, na pátria a população define o país que querem ter, através de mecanismos democráticos e institucionais.

Me permitam fazer um pulo lógico e sugerir que os únicos que se beneficiam das fronteiras abertas são os que advogam o estado super-poderoso que se ocupa de acumular poder e não de servir sua população.

Esta imensa onda de imigrantes primeiramente não vai assimilar a cultura europeia. Se aceitos em qualquer país, vão se entrincheirar em guetos culturais e exigir a prática legal da Lei Sharia. Esta é a consequência lógica. Quantos mais centenas de milhares de imigrantes islâmicos a Europa pode receber sem deixar de ser o que é, um continente livre e secular? Além disto estatisticamente é provável que 10% deles já sejam radicais. 10%. O suficiente para queimar o Louvre e o museu do Prado, destruindo toda a herança artística renascentista, com duas bombas e justificar tudo como direito religioso.

A Europa não só tem o direito, mas o dever moral de defender suas fronteiras.

Lamento profundamente a morte de Aylan, e todos os inocentes da tragédia. Mas vamos cultivar a verdade, e usar a cabeça para analisar os fatos? Não adianta nos emocionarmos com tragédia se não soubermos entende-la. E entende-la é essencial para evitar mais e mais tragédias do tipo no futuro. Minha primeira sugestão portanto é: Vamos parar de usar a imagem do menino Aylan pra causa errada? Não é culpa da Europa, dos EUA, da minha vida cristã, das igrejas pentecostais, da pregação da prosperidade, nada disto. O culpado único desta tragédia é o islamismo em todas as suas formas, radicais ou não. Esta é a cosmovisão que nutre este ódio mútuo entre as etnias do Oriente Médio, que justifica genocídio, que torno o mal em sua forma mais bruta em virtude.

Fonte: Ultimato