sábado, 3 de outubro de 2015

*Domingo, Dia da Ressurreição, Dia do Senhor!


A Bíblia não diz o dia da semana em que Jesus nasceu, nem o dia em que foi circuncidado, nem o dia em que foi batizado. Porém, o dia da sua ressurreição é mencionado com freqüência e destaque. O dia da ressurreição de Cristo assumiu um destaque inédito nas páginas da Bíblia. 

1 Coríntios 15.17,18 declara: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé; e ainda estais em vossos pecados. Também aqueles que dormiram em Cristo estão perdidos”. 

Domingo, o Dia do Senhor 

Foi o apóstolo João quem criou a expressão que deu origem ao nome domingo, com o qual ele "batizou" o primeiro dia da semana, o dia da Ressurreição, conforme Apocalipse 1.10. 

A tradução literal de Apocalípse 1.10 seria: "Eu fui arrebatado pelo espírito no dia Senhorial". O seu cor­respondente é "dominical". "Domingo, no Novo Testamento, é chamado de o Dia do Senhor. Em latim, Dominica die. 

Esse dia, por sua importância, passou a ser chamado, domingo, nome inédito em todo o mundo, exclusivo do cristianismo. Por que teria João escrito uma expressão nunca usada antes? Foi dado em homenagem à ressurreição do seu fundador, Jesus Cristo. 

O dia da ressurreição é o dia em que Cristo arrebentou as ataduras da morte. É estranho alguém chamá-lo de dia pagão, dia do papa, ou marca da besta. Não, este é o dia em que Cristo triunfou sobre o maior inimigo do homem - a morte! 

Domingo não é, portanto, um nome importado do paganismo. Não é comemorativo da criação do mundo nem da libertação do povo de Israel. É um nome exclusivo do cristianismo, criado por João especialmente para caracterizar e distinguir - O Dia do Senhor. 

Domingo, Dia do Senhor e dia da Igreja 

Domingo é o dia que Jesus ressuscitou e escolheu para manifestar-se aos seus discípulos. 

Na Sexta-feira, e no Sábado, o Senhor jazia frio na morte, na tumba. Naqueles dias, os demônios estavam em grande júbilo, os discípulos não tinham esperança. Com muito sofrimento, eles lamentavam atrás de portas fechadas quando, então, aparece Jesus ressuscitado. 

Jesus apareceu por dez vezes a seus discípulos num período de quarenta dias após ressuscitar: 

1) Cinco aparições só no dia da ressurreição: Mc 16.9; Mt 28.9,10; Lc 24.13-25; Lc 24.34; Mc 16.14/Lc 24.36. 

2) Mais cinco aparições: Uma semana depois voltou a aparecer: Jo 20.26-31; Jo 21.1-12; 1Co 15.5,6; 1Co 15.7; Mc 16.19/Lc 24.50,51/At 1.3,9. 

Nem uma só vez Jesus apresentou-se a seus discípulos num dia de sábado. Sempre o fez no domingo, o Dia do Senhor. 

Domingo foi o dia que Jesus escolheu para voltar aos seus discípulos, na pessoa do Espírito Santo, como prometera. Isso aconteceu no domingo de pentecostes em que os discípulos se reuniram para buscar o revestimento de poder, como Jesus lhes ordenara antes de voltar ao Pai - Jo 14.16-18; Lc 24.49. 

Portanto, a Igreja "nasceu" no dia de pentecostes com o derramar do Espírito Santo. O dia de Pentecostes ocorreu no dia que vinha após o sétimo Sábado, o quinquagésimo dia, o Domingo - At 2.1. 

Domingo não é dia de mero repouso, é dia de oração, evangelismo, adoração e atividade espiritual. Como resultado de sua experiência naquele dia, Deus honrou a Igreja com 3.000 conversões, que se seguiram ao sermão de Pedro - At 2.41. 

Domingo já era o dia da Santa Ceia, a principal reunião da Igreja, ao tempo em que Lucas e Paulo visitaram Trôade, no ano 58. Apesar de Paulo ter ficado lá por toda a semana, a ceia do Senhor não foi realizada a não ser no primeiro dia, ou Domingo. A razão dada para a reunião foi o partir do pão (comunhão), e não por causa da presença de Paulo - At 20.6,7 

Paulo instrui o povo a dar suas ofertas no primeiro dia da semana. Mas, por que Paulo designou o Domingo, em vez de outro dia da semana? Porque era o dia que tinha sido separado como um dia regular de culto. Não em um Domingo, apenas, mas regularmente, Domingo após Domingo - 1 Co 16.1,2. 

O sábado não foi transferido para o dia do Senhor. O sábado é sábado e o dia do Senhor é o domingo. A ressurreição de Cristo marcou um novo começo, o dia do Senhor representa aquele início. O sábado era uma sombra; a essência é Cristo. Os cristãos não "guardam" o domingo como meio de ganhar a salvação ou alcançar a santidade, nem por medo de punição. Colocam o dia à parte por causa da devoção ao Senhor. 

Porque somos libertos da rotina da vida secular, nesse dia, podemos colocá-lo à parte de uma maneira especial para a adoração e o serviço de Cristo.

*Com consultas ao livro: O Sábado Judaico e o Domingo Cristão (Projecto Editorial), de Edmar Barcellos.