quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Marco Feliciano versus Billy Graham e a pregação


Por Pr. Levi Costa

Logo que o movimento dos Gideões Missionários de Camboriú começou a ser conhecido, e passou a divulgar alguns pregadores nacionalmente, como Marco Feliciano, entre outros, eu assisti alguns poucos vídeos do evento e confesso que não apreciei o tipo de pregação que assisti, principalmente do Marco Feliciano, que costuma fazer narrativas de certos episódios do Antigo Testamento divagando em conjecturas que, em certos casos, beira a heresia. As pregações nos Gideões em Camboriú, dão ênfase ao movimento tido como do Espírito, onde se vê certo exagero por parte dos pregadores. 

Em se tratando de um Congresso de Missões, quase nada se ouve acerca da obra missionária de fato, mas sim ao movimento pentecostal com tudo que lhe é pertinente. O Feliciano cunhou uma frase que se tornou comum na boca de alguns de seus admiradores e aspirantes a pregador, diz ele: 

“Pentecostal que não faz barulho está com defeito de fabricação!”. 

Meu Deus! Pensei, ele próprio está afirmando que há uma fabricação de certo tipo de comportamento por parte dos crentes que acompanham suas pregações. Com esse tipo de coisa, e outras mais, o Feliciano me faz distanciar cada vez mais desse tipo de pregação e pregadores, como eles mesmos dizem: “do reteté”. 

Para muitos crentes, principalmente pentecostais (e eu sou assembleiano), o Marco Feliciano é tido na conta de um grande pregador, até houve quem dissesse ser ele o maior pregador do Brasil (?), certo pastor se referiu a Feliciano, pasmem, como “o príncipe dos pregadores”, eu não acreditei no que estava ouvindo, aí pensei, “Spurgeon deve ter se contorcido no túmulo”, rs. 

Porém, o pingo d’água que faltava, foi quando, por acaso, eu assisti a um trecho de certa pregação em vídeo do Marco Feliciano quando ele relatou que havia assistido a uma pregação de Billy Graham mas, não gostou, Feliciano disse ter falado com Deus o seguinte: 

“É esse o maior pregador do mundo?” Então prossegue dizendo: “Se ser o maior pregador do mundo for isso, eu não faço questão de ser”. 

Meu Deus! Mais uma vez esse moço me deixava estarrecido, sua fala expressava arrogância e soberba. Mas, por que Feliciano fez essa infeliz afirmação? Ele deu a entender que era por Billy Graham não ser “avivado”, ou “cheio do Espírito”, tipo o modo pentecostal de ser, talvez como ele próprio, o Feliciano, segundo ele acha ser. 

Então pensei, e as centenas de milhares de almas que Billy Graham já ganhou para Jesus ao longo dos muitos anos de pregação ao redor do mundo, não conta? E o grande prestígio que Billy Graham tem em seu país, por parte de grandes e pequenos, tendo ele sido conselheiro de alguns dos presidentes americanos, a ponto de seu nome ter sido cogitado para concorrer à presidência dos Estados Unidos? Foi quando perguntaram a ele:

“- Por que você não se candidata a presidente dos Estados Unidos? Teria grande chance de ser eleito”, 

Billy Graham responde: “- Não posso baixar o meu nível. Já sou embaixador de Jesus Cristo aqui na terra!”.

Em uma de suas cruzadas, Billy Graham prega em Seul, Coréia do Sul, em 1973 para mais de 1 milhão de pessoas, o maior público de seu ministério. 

Já Feliciano, foi eleito Deputado Federal por São Paulo e vive dizendo que sonha em ser Senador, até mesmo Presidente da República (?). Comparando os dois casos, Billy Graham & Feliciano (me perdoem a comparação), mas, com todas as possibilidades de Billy Graham ser eleito presidente da maior potência do mundo, os Estados Unidos, o que dizer do Feliciano diante da resposta de Billy Graham a isso, que faço questão de repetir: 

“- Não posso baixar o meu nível. Já sou embaixador de Jesus Cristo aqui na terra!”. 

Assim respondeu Billy Graham, apesar de ele não ser nenhum “avivado” tal como o Feliciano. É só rindo mesmo para compensar tanto devaneio! Mas, talvez, isso foi quando Feliciano estava começando, na época do suspensório, hoje, pode até ser que ele pense diferente, afinal, o tempo corrige muita coisa.

Adendo ao texto: 

William Franklin "Billy" Graham Jr (Charlotte, 7 de novembro de 1918) é um pregador batista norte-americano, o mais proeminente membro da Convenção Batista Sulista dos EUA.

Graham já pregou pessoalmente para mais pessoas do que qualquer pregador da história ao redor do mundo. De acordo com a sua equipe, a partir de 1993, mais de 2,5 milhões de pessoas tinham "Um passo à frente em suas cruzadas para aceitar Jesus Cristo como seu Salvador pessoal". A partir de 2008, a audiência deGraham's lifetime, incluindo rádio e televisão, superou 2,2 bilhões.

Foi conselheiro espiritual de vários presidentes americanos. Após a vitória presidencial de Nixon em 1968, Graham foi o conselheiro oficial, visitando com frequência a Casa Branca, servindo ocasionalmente serviços privativos religiosos para os presidentes americanos desde então. (Wikipédia)