sábado, 10 de outubro de 2015

Oração é oração, não importa o local ou horário que oramos

Por Pr. Levi Costa 

O que faz a diferença em nossa oração, não é o local nem o horário que oramos, e, sim, a nossa atitude pessoal na oração. 

"Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." – (1 Tm 2.8).

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos" – (Ef 6.18)

Na parábola do fariseu e do publicano, ambos, fariseu e publicano, foram ao templo (lugar de culto), para orar, porém o religioso fariseu se expressa arrogantemente diante de Deus como alguém que se achava em alta conta espiritual por causa de seus feitos religiosos, e, assim, ele desprezava o “indigno” publicano que não merecia o favor de Deus, como criam os judeus. Mas o publicano, que nem ao céu ousava olhar, batia no peito clamando pela misericórdia de Deus, por isso, Jesus afirmou: 

"Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Lc 18.18).

Podemos entender que o que vale para Deus não é a roupagem religiosa que usamos, nem a linguagem religiosa que falamos, nem ainda o serviço religioso que realizamos. Na presença de Deus o que realmente importa é um coração quebrantado e contrito. Como encontramos no salmo 34.18 que diz: 

“Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito”. 
E no salmo 51.17: “O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”.

Do ponto de vista espiritual, não faz nenhuma diferença a oração feita pela madrugada e/ou no monte, comparada àquela realizada no secreto do seu quarto, não importa a hora que for. "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." – (Mt 6.6).

No episódio da mulher samaritana, ela quis saber do Senhor Jesus se o lugar certo e apropriado para adorar a Deus seria naquele monte, onde eles estavam, ou no templo em Jerusalém, lugar oficial de culto, como criam os judeus. Disse ela: 

"Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” (Jo 24.20). Ao que lhe respondeu Jesus: 

“Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." – (Jo 4.21,23,24).

Não importa se você se encontra no cume do monte ou embaixo no vale, ou mesmo no templo, Deus é Deus no monte e no vale, é Deus de perto e de longe. Ele mesmo indaga: 

“Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe?” (Jr 23.23). 

Certo disso, o salmista Davi declara: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam." (Sl 23.4). 

Na verdade, não passa de mística achar que a oração ou adoração realizada em determinado local ou horário seja mais eficaz do que em outro local e horário. Tiago diz que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16b), tal efeito na oração do justo, não depende do local e/ou horário em que ele ora, mas, sim, pelo fato de ele ser um servo de Deus, justificado pela fé em Cristo, nada mais do que isso (Rm 5.1). 

Para Deus, não existe essa questão de espaço/tempo ou questão geográfica, pois Deus é Espírito Onisciente, Onipresente e Onipotente. Aquele que se une ao Senhor faz-se um espírito com Ele (1 Co 2.17), e, assim, pode adorá-lo e orar a Ele em espírito e em verdade a qualquer hora e em qualquer lugar, amém!