segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Um diálogo do anjo Gabriel com Jesus e a evangelização do mundo



Por: Pr. Levi Costa 

Há uma lenda que relata acerca da volta de Jesus à glória, após cumprir seu tempo na terra. Mesmo no céu, Ele ainda trazia as marcas dos cravos da cruz. 

O anjo Gabriel aproximou-se d'Ele e disse: 
- "Mestre, o Senhor deve ter sofrido terrivelmente pelo homem"
- "Sim, de fato, Ele respondeu.
- "E", continuou Gabriel, "eles sabem tudo a respeito de como Tu os amaste e o que fizeste por eles?"
-"Hó, não", disse Jesus, "Ainda não. Neste momento apenas um punhado de gente na palestina sabe." 
Gabriel estava perplexo. 
- "Então, o que fizeste para que todos saibam do Teu amor por eles?"
Jesus disse: 
- "Pedi a alguns amigos para contarem às outras pessoas acerca de mim. Estes, por sua vez, dirão aos outros, e a minha história será espalhada aos cantos mais remotos do globo".
Gabriel ficou um tanto pensativo, ele disse: 
- “Mas Mestre, e se estes se cansarem e os demais se esquecerem? E se lá no século XXI as pessoas não contarem às outras a respeito de Ti? Não fizeste nenhum outro plano?
Jesus respondeu: 
- “Não, estou contando com eles.”

21 séculos mais tarde...

Nós sabemos que o interesse de Deus sempre foi, e sempre será, alcançar a todos os povos, raças, nações e tribos de todas as línguas, "missões está no coração de Deus". Porém, resta saber se as missões estão também em nossos corações como povo de Deus que somos. 

A Igreja é a agência do Reino dos céus incumbida de estender os limites desse Reino em toda a Terra. Mas, isso só acontecerá se os embaixadores do reino acatarem a expressa ordem do Rei: “Ide e Pregai”. Jesus não pediu, Ele ordenou dizendo: “IDE”. O sentido real dessa ordem, tal como soou aos ouvidos dos primeiros discípulos, é este: “vocês devem ir; vão! É um imperativo, não um pedido (Mt 28.19; Mc 16.15).

A tarefa de salvar o mundo não pode ser desassociada do enviar servos do Senhor para alcançar as vidas. O apóstolo Paulo diz: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm 10.13,14-RA). 

Em continuação Paulo pergunta: “E como pregarão se não forem enviados...?” (v15a). Se alguém não pregar o evangelho não o faz por negligência, porque já fomos comissionados e enviados pelo Senhor Jesus (Mc 16.15; Jo 15.16). Eis, portanto, uma palavra de louvor àqueles que em obediência saírem a pregar, “...quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas” (v15). Então, “Pregues a palavra...” “porque a fé é pelo ouvir a palavra de Deus” (2 Tm 4.2a; Rm 10.17).

O Senhor está a perguntar: “...A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, falta alguém à semelhança de Isaías que ouça se disponha e responda: “...Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8). A tarefa mais importante que podemos realizar na terra é a de ganhar almas para o reino de Deus (Lc 12.43). Não foi dito aos pecadores: “vinde ao templo”, mas aos discípulos foi dito: “Ide por todo o mundo”.

Muitos estão acomodados negligenciando a tão sublime tarefa de anunciar o evangelho do Senhor Jesus. Enquanto isso, o adversário cumpre cabalmente a sua tríplice missão de “...Roubar, matar e destruir...” (Jo 10.10), “ao rodear a terra e passear por ela” (Jó 1.7). Neste círculo maligno ele vai ceifando vidas e mais vidas sem salvação, e muitos são os que vão expirando sem ter esperança de ver Deus.

Nós, igreja de Jesus Cristo, não podemos ficar de braços cruzados indiferentes com essa triste realidade. Assim diz o Senhor da Seara: “...Levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa” (Jo 4.35). Precisamos sair diligentemente em busca dos pecadores lá fora aonde eles se encontram (Lc 14.23). Isso requer movimento e ação; se faz necessário uma busca diligente (At 10.38).

É preciso que a Igreja pregue o evangelho urgentemente, pois é o único poder capaz de reverter este tão calamitoso quadro (Rm 1.16; 2 Tm 2.25,26). Somos convocados a socorrer os perdidos, a missão de todos nós é levar escravos do diabo para Deus (At 26.18). “Pregues a palavra a tempo e fora de tempo...” (2 Tm 4.2). A qualquer hora, e em qualquer lugar que houver uma alma sem Jesus, é este o lugar e o momento de se anunciar o evangelho de Cristo Jesus (2 Rs 7.9 a; 2 Co 6.2-RC). grande é o clamor dos perdidos: “...passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16.9b).

Todos os sinais que evidenciam a volta do Senhor estão se cumprindo, mas o evangelho está andando a passos lentos. Dados estatísticos mostram que dos bilhões de pessoas no mundo grande parte ainda não ouviu falar de Jesus.

Digamos como o apóstolo Paulo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho” (1 Co 9.16). O apóstolo Paulo foi o maior missionário da história do cristianismo. O chamado de Paulo foi completo, pois foi enviado perante autoridades religiosas, civis e militares, perante ricos e pobres, ignorantes e intelectuais, gentios e israelitas (At 9.15). 

A tradição afirma que em Nicápoles Paulo foi preso e levado de volta para Roma, sendo ali martirizado no ano 68 d.C. Paulo teve 33 anos de ministério. É provável que ele tenha sido o missionário que mais produziu para o Reino de Deus no mais curto espaço de tempo, abrangendo a maior área de ação e com pouco recurso disponível. Paulo não contava com os meios de transporte e de comunicação que temos hoje. Nas suas viagens missionárias ele ultrapassou os limites das terras bíblicas que se encontram na janela 10/40. 

Se a igreja tivesse levado avante a visão do apóstolo Paulo, o Evangelho já teria alcançado todos os povos da terra. 

Jesus não tem nenhum outro plano. Ainda conta com você e comigo. A evangelização do mundo é prioridade na agenda de Deus. Seus primeiros discípulos se dedicaram a atingir o mundo. Cristo contou com eles e eles obedeceram. E nós? Agimos da mesma forma? Ele ainda conta conosco!