quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Igrejas triunfantes e igrejas triunfalistas: de qual delas você faz parte?

Por Mary Schultze 

As multidões de hoje afluem aos templos evangélicos, não para confessar e se arrepender dos seus pecados, pedir perdão e adorar ao Senhor, mas para conseguir uma boa dose de emoção. Vão em busca de curas e milagres e, principalmente, de sucesso em suas vidas.

O Espírito Santo se transformou num office-boy, com a obrigação de satisfazer aos desejos dessas multidões, que não se alimentam da Palavra de Deus, mas das novidades da mídia. Elas estão acorrentadas ao seu “reality show” particular, almejando ser a parte vencedora e ganhadora de um prêmio milionário.

Uma igreja que prega triunfalismo social e prosperidade material aos seus membros é uma igreja apóstata. Seu pastor esqueceu as marcas do sacrifício de Cristo e, sobretudo, a existência de um inferno de fogo, o qual aguarda os que subtraem a verdadeira missão da igreja, deixando de ensinar aos membros o discernimento entre o bem e o mal.

As igrejas dos pastores triunfalistas são filhas da Mãe das Prostituições, onde os cânticos em ritmo de rock e funk substituíram os hinos clássicos embasados na Bíblia, cânticos que permitem requebros nos corpos e sensações carnais, enquanto os crentes cantam letras que nada significam para eles. Isso sem mencionar as heresias e a péssima redação das letras modernas desses cânticos compostos por analfabetos na Bíblia e na composição poética.

Apostasia significa afastamento da verdade. O barulho ensurdecedor que predomina nas igrejas [modernas] e/ou “avivadas” é uma ostensiva desobediência ao mandamento de Habacuque 2:20: “Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra”. A igreja moderna e emergente se divorciou do Esposo Divino para se juntar a um marido adúltero chamado Humanismo. Ela se deleita em realizar os desejos carnais dos seus membros, em vez de agradar ao Senhor da Igreja. O coração desta igreja está lacrado no gazofilácio, e tudo o mais é apenas detalhe para ela.

Muitas mulheres que ali congregam costumam usar decotes abissais, costas nuas, como se estivessem numa balada e não na casa de Deus. Faltar com o respeito ao Senhor Jesus Cristo é um tipo de blasfêmia contra o Espírito Santo. Este veio ao mundo para testemunhar da Divindade de Cristo e nos convencer do pecado, da justiça e do juízo.

Infelizmente, parece que o “espírito santo” tão invocado nessas igrejas não é a Terceira Pessoa da Trindade, mas um espírito mundano, criado pela mente corrompida dos líderes do triunfalismo.

Encher as igrejas é o objetivo de todos eles. Num certo domingo, um pastor pregou no culto vespertino sobre “a necessidade de os cristãos realizarem o sonho de Deus, que é triplicar o número de membros daquela congregação, de mil para três mil”.

Fiquei pensando: Este não é o Deus e Pai do Senhor Jesus Cristo, pois Ele não dorme nem sonha. Ele não precisa de uma igreja com milhares de pessoas cantando e rebolando. O que Lhe agrada é uma igreja [indiferente quanto ao número] frequentada por pessoas conscientes dos seus deveres cristãos, testemunhando o valor da cruz para uma sociedade secular.

Pessoas que paguem seus impostos em dia e não façam dívidas no comércio (Romanos 13.7-8); que sejam bons pais e mães de família; e bons filhos e filhas, conforme o apóstolo Paulo nos ensina em suas epístolas.

Como se vê em Romanos e nas demais cartas abençoadas, o cristão pode conseguir tudo de que precisa para uma vida reta, diante de Deus e da comunidade, como em 2 Timóteo 3.16-17.

Nunca é tarde para seguir o verdadeiro Evangelho. Tarde será quando Jesus voltar.

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6.19-21).

Fonte: Blog Assem-Bereia de Deus