segunda-feira, 7 de março de 2016

O amor Eros no casamento, entenda!

Por Pr. Levi Costa

1 Coríntios 13.4-7 é conhecido como o capítulo do amor, Ágape, o verdadeiro amor. A palavra Ágape é usada frequentemente no Novo Testamento, é o amor que procede da vontade e da determinação em buscar o bem e felicidade da esposa por parte do marido - Ef 5.28,29. 

O amor Eros não aparece no Novo Testamento, mas é o significado dado para o amor sexual, físico. Ninguém deve casar com alguém por quem não tem atração física, porém, o casamento não é feito só na base da atração física, mas, o Eros é legitimo e desejável entre marido e mulher no casamento. 

O amor ágape faz com que a atração sexual do Eros, aconteça e se realize corretamente na vida conjugal. Ágape e Eros, faz o casamento permanecer estável e permanente. 

Dois aspectos funcionais do amor Eros no casamento:

1. A procriação: É a união física biológica para a perpetuação da espécie humana – Gn 1.28b

2. A recreação: É a união emocional através do ato conjugal.

Não é correto ter o sexo como algo imoral, vulgar e pecaminoso, quando devidamente praticado entre casados – Ct 4.7-12; Ec 9.9.

Salomão recomenda aos cônjuges que desfrutem da vida sexual, sem citar a procriação. Ele incentiva a valorização da união conjugal – Pv 5.15-20.

Paulo considera alguns princípios quanto ao ato conjugal para o ajustamento do casal e para a prevenção contra os pecados na área sexual, conforme 1 Coríntios 7.2-5.

1. Prevenção, v2: Evitando o adultério e a prostituição;

2. Mútuo dever, v3: Diz respeito ao atendimento das necessidades sexuais de cada cônjuge;

3. Autoridade mútua, v4: Não se trata de autoridade pela imposição, pela força (mulheres violentadas pelos maridos), mas pelo amor conjugal; 

4. Abstinência consentida, v5: Não pode haver imposição de um sobre o outro. Que haja concordância e sabedoria quanto ao tempo de abstinência sexual.

Os cônjuges devem sempre ter em mente que o matrimônio deve ser venerado e o leito deve ser sem mácula – Hb 13.4.

Algumas observações quando ao ato conjugal: 

A mulher não é um mero objeto de prazer para o homem. O marido não deve ser egoísta, ele deve proporcionar o prazer de sua esposa no ato conjugal;
A mulher não deve chantagear o marido quanto ao ato conjugal. Ela não pode negociar, vendendo o prazer sexual para alcançar seus objetivos pessoais, ou se negar alegando não estar bem (o que seria uma mentira), como a famosa dorzinha de cabeça.

Obs.: Pesquisadores recomendam o sexo durante a enxaqueca porque o sexo estimula a liberação de endorfina pelo cérebro, o que alivia a dor. A endorfina, é uma substância química utilizada pelos neurónios na comunicação do sistema nervoso. Sua denominação se origina das palavras "endo" (interno) e "morfina" (analgésico).

Efeitos principais das endorfinas:

  • Melhoram a memória;
  • Melhoram o bom humor;
  • Aumentam a resistência;
  • Aumentam a disposição física e mental;
  • Melhoram o nosso sistema imunológico;
  • Bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos;
  • Têm efeito antienvelhecimento, pois removem superóxidos (radicais livres);
  • Aliviam as dores; 
  • Melhoram a concentração.

O instinto sexual do homem é muito mais forte que o da mulher. O sexo influencia o homem na personalidade, no trabalho e em quase tudo na vida. Marido sexualmente satisfeito tem o seu amor pela esposa aumentado. Ele se sente agradecido por tão grande prazer. Consequentemente, reduz as tensões no lar. 

Esposa, se seu marido anda frio, se acenda para ele e o ajude a se acender também. O ato conjugal é como um concurso onde se ver quem é capaz de proporcionar ao outro maior prazer. Essa competição entre marido e mulher é saudável e necessária.