quarta-feira, 6 de abril de 2016

Contemplando a beleza de um céu noturno


Por Pr. Levi Costa

Em vez de desfrutarmos das belezas e riquezas da exuberante natureza do nosso planeta, criação de Deus, passamos boa parte da nossa curta vida marcando territórios de todas as ordens, e ordenando que ninguém ultrapasse os nossos limites territoriais pessoais, no que diz respeito às preferências e gostos por nós estabelecidos que, quase sempre, entram em choque com as preferências e gostos dos outros; os outros que na essência são iguais a nós, pois todos nós somos o outro para os outros que estão do lado de lá dos nosso território.

Eis a razão porque criamos exércitos com suas armas de destruição em massa que ameaçam e intimidam aqueles que ainda não possuem estas mesmas armas. Quanto àqueles que já estão de posse desse mesmo poder bélico, ficam eles se encarando com um dedo sobre o botão detonador vermelho, preste a acioná-lo ao mínimo sinal de ameaça do outro.

Caso os botões detonadores sejam acionados mutuamente, só restará escombros de uma civilização que tinha tudo à mão, mas com essa mesma mão colocou tudo a perder. Se assim acontecer, onde ficarão as questões que levaram a tamanho desastre? Nessa história do absurdo humano, onde ficarão as questões de natureza política, religiosa e de outra natureza? Moldadas pelos gostos e preferências de seus idealizadores? 

Do que adiantará todo o sucesso dos inventos, das descobertas e das conquistas que enriqueceram a história humana, se no final prevalecer as ogivas que ironicamente foram idealizadas no sentido de proteção das nações que as detém, mas que agora são a causa da destruição e extinção dessas mesmas nações e daqueles que não fizeram parte em nada daquilo que levou a isso tudo? Fica a questão para se pensar. Eu fico a contemplar a beleza de uma lua prateada e das estrelas a brilhar no céu noturno a perder de vista.