quinta-feira, 28 de abril de 2016

Deus dará fim a toda espécie de mal


Por: Pr. Levi Costa 

O estado de depravação natural do coração humano é revelado pelos acontecimentos finais do período de mil anos, o Milênio, durante o qual o homem foi exposto às melhores influências espirituais possíveis. O que ocorrerá é que Satanás incitará um espírito de descontentamento e rebelião entre as nações. Através de um Satanás recém liberto, todos os rebeldes da humanidade milenar se revelam. Essa atividade oferece a toda a criação a ilustração suprema do pecado e de suas consequências. Isso apoiará o conceito de que o castigo, de tal rebelião conta Deus, deve ser eterno, porque naturezas endurecidas não mudam. Somente por permissão divina tudo isso acontecerá, com o objetivo de eliminar o mal do universo.

Ficará revelado, também, que mil anos de prisão não altera o caráter maligno de Satanás. Ele sairá do abismo com o mesmo instinto cruel de roubar, matar e destruir (Jo 10.10a). Em consequência da rebelião de Satanás, seus seguidores serão consumidos pelo fogo que cai do céu. Ato contínuo, o próprio Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a Besta e o falso profeta (Ap 20.9,10). Veja que, depois de mil anos, a Besta e o Falso Profeta ainda se acharão no lago de fogo. Este é o lugar onde os perdidos de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. Fica evidente que o que espera os ímpios não é o aniquilamento, mas um castigo contínuo. Cabe ressaltar, que o lago de fogo jamais foi preparado para os seres humanos; ele foi destinado ao diabo e seus anjos. Este será o inferno eterno no qual serão lançados os ímpios em corpo e alma (Sl 9.17; Mt 10.28; 25.41). 

Depois que Satanás é lançado no lago de fogo, Deus começará estabelecer Seu Reino Eterno. A primeira fase é a purificação da terra (Rm 8.20-22; 2 Pe 3.10-13). A segunda fase, desse processo purificador, é o julgamento diante do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Deus vai retirar a incredulidade, a rebelião, o pecado e toda a morte. Haverá um novo Céu e uma nova Terra de perfeita santidade e paz em estado eterno. 

Com a terra purificada e os pecadores julgados, o pecado e a morte serão destruídos para sempre (1 Co 15.24-26). Deus então estabelecerá Seu Reino Eterno conforme Apocalipse 21. O Reino Eterno terá semelhança com o milênio, mas com algumas diferenças que serão próprias do perfeito e eterno estado. Haverá, então, perfeita harmonia entre o novo Céu e a nova Terra. Todos os gloriosos propósitos de Deus, ordenados desde a fundação do mundo, agora serão atingidos plenamente. 

O milênio não é simplesmente a duração do Reino, mas, o tempo necessário para aperfeiçoar o Reino na terra. O Reino continuará por toda a eternidade, o tempo deixará de existir. Jesus fez menção desta era de perfeição a qual é chamada, na versão atualizada, de “era vindoura”, e na versão corrigida, “mundo vindouro”(Lc 20.35). Assim, finda o tempo na história humana e começa “o dia eterno”(atualizada), ou “Dia da eternidade”(corrigida), (2 Pe 3.18). 

Todas as coisas terão sido restauradas a seu perfeito estado (At 3.21) e os mistérios de Deus começarão a ser conhecidos. A Igreja terá um lugar privilegiado ao lado de Cristo sendo semelhante a Ele (1 Jo 3.2), os santos servirão ao Senhor pelos séculos dos séculos (Ef 3.21; Ap 22.3-5), e todo o Universo (mundos, Hb 11.3) será abrangido pelos redimidos. O vocábulo humano é incapaz de descrever verdadeira e completamente o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (1 Co 2.9).

A rebelião dos anjos e da humanidade está finalmente subjugada, e o Rei dos reis assume a soberania a que tem total direito “... Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém” (Mt 6.13).